sábado, 12 de maio de 2012

Texto: Eu Encontrei Teus altares - O Altar do Holocausto

Eu Encontrei Teus altares - Parte II - O Altar do Holocausto

   (29 abr, 2011)

“O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, OS TEUS ALTARES, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!” (Sl 84.3).

Sabendo que a revelação de Deus é gradual e progressiva, avançaremos, com simplicidade, na procura de uma compreensão mais completa da missão de Deus para nós, usando os diversos tipos de altares mencionados nas Escrituras. Salientando que não estamos seguindo a ordem estabelecida no tabernáculo, já passamos pelo altar de incenso no primeiro artigo, por meio do qual encontramos encorajamento e estímulo à vida de oração.
Nosso segundo encontro, agora, é com o altar do holocausto, feito de madeira de acácia e recoberto de bronze. Que outros tesouros podemos extrair para nossa jornada prática com Deus?
Descrição do Altar
Fez também o altar do holocausto de madeira de acácia. Ele era quadrado, com cinco côvados de comprimento, cinco de largura e três de altura. E fez pontas nos seus quatro cantos; as pontas formavam uma só peça com ele; e revestiu-o de bronze (Êx 38.1,2).
Esse altar trazia consigo uma terrível visão, pois nele o animal era sacrificado como forma de substituição e expiação. Era uma cena sangrenta e certamente desagradável de ser contemplada:
Chamou o Senhor a Moises e, da tenda da congregação, lhe disse: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao Senhor, trareis a vossa oferta de gado, de rebanho ou de gado miúdo. (…) À porta da tenda da congregação o trará, para que o homem seja aceito perante o Senhor. E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação. Depois imolará o novilho perante o Senhor; e os filhos de Arão, os sacerdotes, apresentarão o sangue e o espargirão ao redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação (Lv 1.1-5).
A palavra no hebraico para altar aqui é derivada de zabach, conceituando o altar como um lugar de abatimento, sacrifício, imolação e morte. Tudo isso enunciava o futuro, quando o perfeito Cordeiro seria entregue pelos homens:
Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida (Lv 17.11).
A nós, é explicito o apontamento desse altar para o Calvário, pois ali Cristo ofereceu-se como Ovelha ao matadouro. A visão sangrenta do altar chegou ao ápice na perfeita expiação. A cruz foi o próprio Deus nos substituindo, justiça e graça se encontrando, trazendo-nos a salvação.
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (Jo 1.29).
(…) Como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus em aroma suave (Ef 5.2).
O que mais esse altar ensina? O que há nele que precisamos praticar? Como pode o mundo conscientizar-se de seu fruto? E que papel cabe a nós, filhos de Deus, cumprir nesse aspecto do altar?
Indiscutivelmente, é necessário ponderarmos que o sacrifício de Cristo mudou nossa história, e que essa tão grande salvação trouxe consigo responsabilidades das quais não podemos isentar-nos. Quero ressaltar aqui duas delas: devoção e proclamação.
Devoção:
Chamamos de devoção o ato de dedicar-se ou consagrar-se a alguém, um oferecimento voluntário com base num amor legítimo, uma renúncia pessoal para provocar satisfação na pessoa ou causa amada. Tal conceito parece soprar sobre nós o pensamento de Tozer: há uma doce teologia do coração que só se aprende na escola da renúncia.
É pela devoção que o altar do holocausto é manifesto em nossa vida! Nele, fomos chamados a deixar voluntariamente a posse de tudo o que julgamos ser nosso, abrindo mão de sonhos, projetos, ideais a fim de satisfazer o Filho de Deus, nosso Grande Amor. A renúncia de tudo em nós é uma decisão interior que deve vir acompanhada de uma entrega evidente, uma rendição prática de tudo aquilo que já lhe oferecemos; o efeito, então, será a morte, que proclama que não somos mais donos de absolutamente nada e que rendemos os nossos direitos para que ele, nosso Senhor, possa executar, em nós e por meio de nós, aquilo que entende ser o melhor!
Considerar tamanho holocausto pessoal é terrível e pouco atraente, destoando da geração contemporânea; afinal, este é um tempo de cristianismo fácil e superficial em que Deus tornou-se um objeto utilitário. O mero refletir num evangelho que me convida a morrer para mim mesmo parece um tanto masoquista.
Mas esse é o chamado!
Homens e mulheres amantes de Cristo, marcados pelo altar, escreveram, e ainda escrevem, com devoção uma história digna de ser deixada como um legado. Dentre tantos exemplos do passado, podemos citar um homem chamado John Ri, que enfrentou o martírio na Coreia no ano de 1838. Juntamente com ele, foram mortos mais de 200 outros cristãos como forma de impedir o crescimento do Evangelho no país.
Fitamos os olhos em tal cena e afirmamos ser trágica demais. Concordo. Mas o grito que dela ecoa é tão contemporâneo quanto o grito dos milhões[1] de irmãos que foram martirizados no último século (chamado “tempo dos mártires”, talvez o maior na história do cristianismo) e dos 200 milhões que estão sendo perseguidos por sua fé em todo o mundo hoje.
Conheci um desses personagens contemporâneos numa de nossas viagens à Ásia. Por causa de sua fé em Cristo, ficou preso por mais de 20 anos, sendo submetido a diversos tipos de torturas e pressões para que a negasse. Um dos episódios ocorridos com ele na prisão aprofundou meu entendimento de devoção.
Ele foi colocado numa vala úmida de 1 metro quadrado na qual foi obrigado a permanecer, na mesma posição, por vários meses. Sua comida era racionada, e, durante o tempo ali, não recebeu luz solar, o que provocou uma alteração na pigmentação de sua pele. Apesar das constantes oportunidades para negar a fé e o amor em Jesus, ele permaneceu fiel a suas convicções.
No fim de alguns meses, foi-lhe permitido receber a visita do filho. Ao ser retirado do buraco, notou-se que havia perdido os movimentos das pernas além de estar magro e doente. Quando o colocaram na sala, deixando-o no chão, seu filho chocou-se com a imagem do pai e, chorando, aproximou-se dele como num apelo para que tudo aquilo tivesse um fim. O pai ergueu os olhos lentamente e, com a força que lhe restava, declarou ao filho:
Sim, eu amo a mensagem da cruz. Até morrer eu a vou proclamar. Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar.
O nível de devoção de alguns espalhados pelo mundo deve ser um misto de confronto e encorajamento à nossa entrega. Por meio dele, podemos perceber que o mesmo Espírito de graça e força que continua movendo homens e mulheres a amarem o Senhor até o fim habita em nós e convida-nos, hoje, a pequenos atos de renúncia do nosso eu e de nossa forte vontade, firmando, com genuinidade, nossa busca pelo altar. Matthew Henry resumiu isso declarando que a primeira lição na escola de Cristo é a abnegação.
PROCLAMAÇÃO:
O segundo privilégio advindo da salvação é a proclamação. Proclamar é anunciar em público e em alta voz, afirmando, com ênfase, a mensagem que levamos. Jesus é nossa verdade plena, absoluta e eficaz! Quando encontramos o altar, a rendição nos convida, e a proclamação torna-se nossa missão.
Vamos esbarrar aqui em alguns aspectos práticos:
-Faz-se necessário conscientizar-se da missão! A maioria dos cristãos desconhece a razão de permanecerem nesta Terra, sendo conduzidos a uma adaptação sutil ao seu estilo, conduta, valores e princípios. A saudade de casa vai-se exaurindo, e a identidade peregrina é comprometida. Enquanto o coração é roubado, a missão, por muitos ignorada, deixa de ser cumprida. É vital que encontremos nossa missão em Deus e façamos dela o nosso encargo. De forma inteligente, Richard Bach leva-nos a uma reflexão: “Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, é porque não a terminou!”
-Devemos ter coerência entre o que proclamamos e o que procuramos viver. Campbell Morgan disse que o homem que prega a cruz precisa ser um crucificado! Esse é o diferencial na mensagem.
-Nossa visão precisa ser ampliada; precisamos ser conduzidos pelo Espírito Santo além dos prédios, das casas, da geografia, das diferentes culturas e línguas. Onde houver um suspiro de morte, a chama do amor pelo Calvário deve ser anunciada com paixão.
-Aquele que proclama precisa estar encharcado de compaixão. O grito dos milhares que morrem a cada dia, sem conhecer o fruto do altar no Calvário, deve tirar-nos o sono, sacudir-nos o bolso e colocar-nos de joelhos.
-E, por fim, a proclamação deve ser praticada com um senso de urgência! Nesse caso, precisamos divorciar-nos da procrastinação. Lutero tinha um ponto de vista sobre isso que deve permear nosso conceito: “Prego como se Cristo tivesse sido crucificado ontem, ressuscitado dos mortos hoje e estivesse voltando amanhã”.
O altar do holocausto deve traspassar nossa mente, cativar nosso coração e mover nossos pés!
Busque-o; ele está disponível a você.

[1]Estimado por alguns pesquisadores em mais de 45 milhões

Texto: Eu Encontrei Teus Altares – O Altar de Incenso / Revista Impacto

(29 abr, 2011)

Eu Encontrei Teus Altares – Parte I - O Altar de Incenso

“O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, OS TEUS ALTARES, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!” (Sl 84.3).
Todo esse salmo dos filhos de Coré é inspirador, mas gostaria de meditar especificamente nessa porção acima. Perscrutar a ligação entre a busca de duas aves e de um homem é algo desafiador e, quando bem observado, pode ser riquíssimo.
O pardal é conhecido como uma ave monogâmica. De voo direto, ele determina um alvo e avança. É prudente (qualidade compartilhada pela andorinha) na construção de sua casa, procurando cuidadosamente um local adequado, longe de predadores. Já a andorinha é conhecida por um senso extraordinário de orientação; mesmo voando longe, ela sabe exatamente como voltar para seu ninho. Tem hábito de andar sempre em grupos.
Olhando para esse texto, duas verdades se destacam: a primeira, que ambas as aves encontraram o que buscavam, um lugar seguro de habitação; a segunda, que nós também fomos inseridos numa procura por algo específico: os altares de Deus!
A figura do altar, quando malcompreendida, é intimidadora e quase sempre repudiada. Porém, seu significado nas Escrituras é abrangente e encontra-se em boa parte da trajetória do povo de Deus. Não há como desprezá-lo ou ignorar seu efeito na vida cristã.
Ao mesmo tempo, temos um extraordinário desafio à frente: como esse encontro com os altares de Deus poderá efetivamente mudar nossa visão e conduta em relação à missão que temos nesta Terra?
Vamos examinar alguns tipos de altar na Bíblia e descobrir, juntos, um pouco mais sobre seu significado.
O altar de incenso
“Farás também um altar para queimares nele o incenso; de madeira de acácia o farás” (Êx 30.1).
Esse altar tinha uma função específica. Segundo a orientação divina, deveria ser feito de acácia, madeira forte e durável, e revestido de ouro. Sobre ele, o incenso seria oferecido. Em Salmos 141.2, lemos:
Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina.
E, em Apocalipse 8.3:
Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono.
Podemos dizer que, em ambos os textos, o incenso aponta para a oração.
O primeiro encontro com o altar de Deus leva-nos a refletir sobre nossa vida de oração. Costumo dizer que a oração é a forma primária de se fazer missões. Jamais haverá genuíno êxito na atividade missionária se ela não estiver envolvida pela fumaça do incenso. É célebre a frase de Spurgeon que declara: “Quando Deus deseja fazer uma grande obra, ele primeiro coloca seu povo para orar”.
O altar que nos chama à oração traz consigo reformas que estabelecerão um divisor de águas em nossa história e mudarão eternamente o futuro de indivíduos, tribos e nações.
A oração muda nosso interior
Henri Nouwen costumava dizer:
Ninguém precisa me provar que a oração faz diferença. Sem oração, fico irritável, cansado, sinto um peso no coração e perco o Espírito que dirige a minha atenção para as necessidades dos outros em vez de focá-la em mim mesmo. Sem oração, minha atenção volta-se para minhas preocupações. Fico chato, muitas vezes me ressinto e quero vingança.
Gosto dessa visão prática. Gosto de pensar na arma nuclear chamada oração e graciosamente cedida a nós. Gosto mais ainda da ideia de que aquele que ora é o primeiro a ser tocado. Considero impossível que alguém seja absolutamente sincero com Deus em oração e não se surpreenda com resultados quase imediatos em sua própria vida.
Lembro que, nos primeiros meses da minha vida cristã, fui a um culto. Nunca havia ouvido nada sobre missões, mas, naquela noite, um senhor de outra nacionalidade colocou-se à nossa frente e discorreu apaixonadamente sobre ganhar almas. De forma muito específica, falou sobre o amor de Deus pelo povo islâmico. Tudo era novo e assustador aos meus ouvidos, mas, lá no fundo, fui envolvida por um senso de destino. Virei-me para uma amiga ao lado e disse:
– Um dia, serei como esse velhinho; irei para outra nação pregar o Evangelho e ganhar muçulmanos para Jesus!
Minha amiga olhou-me sorrindo e disse: “Amém” apesar de minha noção pequena ou quase nula do que estava falando.
Hoje, entendo que aquela foi a primeira de muitas outras orações acerca de povos e desafios missionários. Eu não percebia que, em cada uma dessas “conversas” com o Pai, meu interior era sacudido, e, em cada lágrima derramada pelos perdidos, minha responsabilidade e rendição eram solidificadas. Quando dei por mim, quatro anos após aquela primeira oração, lá estava eu, pisando a Albânia para falar de Jesus a um povo sofrido, grande parte do qual professava a fé islâmica.
A oração tem um poder transformador que começa atuando naquele que faz uso dela.
A oração traz alinhamento
É também por meio dessa eficiente forma de comunhão que entramos num processo de alinhar o coração com Deus. Esse é, sem dúvida, um dos mais nobres anseios que devemos armazenar dentro de nós. Alinhar indica ajuste, posicionamento, disposição correta.
Por alguma misteriosa razão divina, o hábito de orar ajusta o nosso interior para com Deus. Nesses últimos anos, lidando com a história traumática de sobreviventes de abuso sexual, percebi que Deus está em busca de pessoas cujo coração esteja em harmonia com o coração dele, de tal forma que compartilhem do choro pelos que sofrem, perdidos por não conhecer o verdadeiro sentido da palavra vida.
Bob Pierce, fundador de Visão Mundial, tinha uma oração constante: “Senhor, que meu coração se sensibilize com aquilo que parte teu coração!”
Alexander Ogorodnikov, o homem que deu início a um movimento cristão na União Soviética, é testemunha viva do poder da oração. Preso num campo de trabalhos forçados, no norte da Sibéria, foi exposto a fome e frio extremos.
Em um momento específico, foi deixado numa cela com uma janela quebrada. As autoridades queriam fazer um experimento e congelá-lo. O coração desse homem foi tomado pelo sentimento de abandono e desespero, e ele começou a clamar:
– Deus, o senhor me deixou?
Nesse exato momento, nas Filipinas, uma mulher cristã foi acordada por um sonho no qual era ordenada a orar por Alexander. Sem qualquer ideia de quem poderia ser o homem, ela obedeceu e levou outros também a orar.
Imediatamente, lá na prisão, Alexander foi envolvido por um calor vivo e penetrante, e uma paz inexplicável apoderou-se dele. Ele sentiu uma forte impressão, como se alguém o houvesse tocado, dizendo-lhes estas palavras:
– Você não está sozinho! Você não foi abandonado. Estamos com você. Compartilhamos de seu sofrimento.
O poder da oração entrou na pele, no corpo e no coração daquele homem como forte fonte de calor.
No dia seguinte, quando os soldados voltaram à cela, encontraram-no vivo e com a temperatura normal do corpo. Ele ouviu quando um médico disse aos soldados:
– É impossível. Não dá pra explicar.
Aquela cristã filipina continuou orando com outros irmãos em Cristo durante seis meses até descobrir, por intermédio do ministério Portas Abertas, quem era Alexander.
Tempos depois, liberto de forma inexplicável e inesperada, o próprio Alexander afirmou:
– A oração abriu as portas da prisão e, como diz o Evangelho, “libertou os cativos”.
O convite
O convite à oração também nos faz compreender que ela é uma forma maravilhosa de relacionar-nos com a Trindade, que negligenciá-la é ter a força consumida e que, como foi escrito por alguém que orava: “Deus não presta atenção à pompa das palavras ou à variedade de expressões, mas à sinceridade e devoção do coração. A chave abre a porta não porque é dourada, mas porque se encaixa na fechadura!”
Eis aqui o altar! Está disponível a você, pode ser encontrado hoje, agora, no exato lugar onde você está. Aproxime-se com gratidão e posicione-se. Por meio de sua oração, Deus compartilhará o que está no coração dele e em quais emergências você deve envolver-se. Ele o fará sensível à dor do coração divino e construirá, em sua jornada, uma história de fé, rendição e MISSÃO!

(O vídeo sobre a libertação de Alexander Ogorodnikov pode ser visto através de http://www.portasabertas.org.br/video/testemunhos_video.asp)




Texto: Sou Um Passarinho – Madame Guyon

Sou Um Passarinho

O tempo da prova longa e silenciosa para Madame Guyon havia chegado. O Rei Luiz XV ordenou sua prisão no Convento de Santa Maria onde passou oito meses; mas seus amigos conseguiram libertá-la. O sofrimento era uma lição que ela havia aprendido e sua busca pelo Senhor não podia ser interrompida. Seus inimigos tentaram envenená-la na prisão e os efeitos do veneno perduraram por sete anos. Em 1695, ais quarenta e sete anos de idade, foi presa novamente por ordem do rei, mas desta vez foi para o Castelo de Vinceness. No ano seguinte foi para uma prisão em Vauglard. Em 1968 Madame Guyon foi levada para uma masmorra na Bastilha, a histórica e odiada prisão de Paris. Ali permaneceu por mais quatro anos, mas “sua cela parecia um palácio”. Em 1702 foi banida para Blois, onde passou o resto da sua vida a serviço do Senhor. Em 1717, aos 69 anos, dormiu no Senhor, em perfeita paz e sem nenhuma dúvida. Ela escreveu cerca de sessenta volumes e muitos dos seus belos hinos foram escritos durante os anos na prisão (Extraído do livro: O Quebrantamento do Ego – Ilustrado pelo processo de purificação do vinho). O poema abaixo foi escrito por Madame Guyon, no qual ela descreve de forma tocante o seu sentimento espiritual enquanto estava na prisão.
Madame Guyon – 1648-1717

SOU UM PASSARINHO

SOU UM PASSARINHO, SEM CAMPOS, SEM AR
NA MINHA GAIOLA, SENTO-ME A CANTAR
PARA QUEM AQUI ME APRISIONOU
BEM SATISFEITO PRISIONEIRO SOU
E ASSIM MEU DEUS, QUERO TE AGRADAR.
AQUI NADA TENDO PARA REALIZAR
TODO O LONGO DIA SÓ POSSO CANTAR
AS MINHAS ASAS ELE AMARROU
MAS O MEU CANTO MUITO O AGRADOU
INDA SE CURVA P´RA ME ESCUTAR.
TU TENS PACIÊNCIA PARA ME ESCUTAR
E UM CORAÇÃO PRONTO PARA A MIM AMAR
GOSTAR DE OUVIR MEU RUDE LOUVOR
POIS SABES QUE O AMOR, QUÃO DOCE AMOR
INSPIRA TODO ESSE MEU CANTAR.
PRESO NA GAIOLA NÃO POSSO SAIR
MAS MINHA PRISÃO NÃO PODE ME IMPEDIR
A LIBERDADE DO CORAÇÃO
QUE SEMPRE VOA EM TUA DIREÇÃO
MINH´ALMA LIVRE A TI VAI SE UNIR.
Ó QUE GOZO IMENSO PODER ME ELEVAR
PARA NAS ALTURAS A TI CONTEMPLAR
TUA VONTADE E DESÍGNEO AMAR
MINHA ALEGRIA NELES ENCONTRAR
LIVRE, EM TEUS BRAÇOS ME ACONCHEGAR.

sábado, 5 de maio de 2012

Sugestão de filmes: Santo Agostinho (1972)

Link para assistir e download: http://youtu.be/am3et8aV4ec


Santo Agostinho (1972) 

Santo Agostinho é uma cinebiografia de Agostinho de Hipona (354 - 430), um dos grandes nomes do Cristianismo e um dos maiores filósofos da Humanidade. Rossellini focaliza a principal fase da vida e da obra de Agostinho: o momento em que se torna bispo de Hipona. Com rigor histórico e realismo, o filme mostra seu combate aos heréticos donatistas, a sua famosa oratória, suas idéias e a realização de seus principais livros, como 'Confissões' e 'Cidade de Deus'. Este é um dos melhores trabalhos de Rossellini e uma oportunidade imperdível de se conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra de Santo Agostinho.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Texto: Alguns apontamentos sobre oração...


¨O diabo não se impressiona com estudos maravilhosos, sermões inflamados. Mas, ele treme, quando um homem ou uma mulher começam a orar, por que ele sabe que Deus vai agir…¨ Samuel Chaduwick


¨Deus nada faz a não ser responder oração.¨ John Wesley


¨Os céus esperam a ordem da terra. Se a terra não der ordens, os céus não efetuam.¨ Watchman Nee



¨O clamor do Espírito Santo é por demais profundo para as palavras humanas. Assim ele se torna gemido dentro dos nossos corações e manifesta um desejo intercessório tão infinito que é impossível ser totalmente expresso.¨ Wesley L. Duewel
  

ARMADURA DE DEUS


A armadura é para resistir no dia mau, no dia da adversidade, do problema, da dificuldade.    
A única maneira de estarmos revestidos de toda Armadura de Deus é vivermos esta armadura diáriamente, não basta simplesmente verbalizá-la ou citá-la como um mantra.

COMO VIVER A ARMADURA DE DEUS? (Efe 6:11-18)

  • CINGIR O LOMBO COM A VERDADE.

A verdade é Jesus Cristo. O cinto servia para prender a túnica, deixando o soldado livre para correr ou lutar.
Significa, viver em verdade, sem mentiras, é estar livre para caminhar na vida cristã.
Quem tem o cinto da verdade, não mente, só existe a verdade.
Ex: Sem o cinto, a armadura se desarticula.

  • VESTIR A COURAÇA DA JUSTIÇA.

Temos que vestir essa couraça diariamente, confessando todos os pecados.
A couraça cobre as partes vitais do nosso corpo: o coração e os pulmões. Temos que ter uma vida reta diante de Deus, pois Ele é a nossa justiça.

  • CALÇAR OS PÉS COM A PREPARAÇÃO DO EVANGELHO DA PAZ.
É termos paz com Deus, através de Jesus Cristo. (Rm.5:1)
Quando estamos calçados com o evangelho da paz, deixamos as pegadas do Evangelho da Reconciliação por onde passamos. (II Co.5:19)
Nós éramos inimigos de Deus, mas através de Jesus, fomos reconciliados com Ele.

  • ESCUDO DA FÉ.

Serve para apagar os dardos inflamados do Maligno.
Um dardo é lançado à distância e incendeia rapidamente.
Ex: pode ser um pensamento, uma palavra lançada pelo Maligno que você acolhe e incendeia as emoções e os relacionamentos.
A fé é um escudo que nos ajuda a permanecermos firmes. (Rm.11:20)
Efe 6:16 – Livres dos dardos do Malígno.

  • CAPACETE DA SALVAÇÃO

Protege a nossa mente, para que o lixo do mundo e do diabo, não entrem na nossa mente.
Só assim, não seremos um depósito de lixo, mas um depósito da Palavra de Deus.

  • ESPADA DO ESPÍRITO.
É usada na boca é a Palavra de Deus; Rm.10:8; Heb 4:12;
Em Lucas 4 e Mateus 4. Jesus venceu à Satanás pela Palavra. Ap.12:11


E DEPOIS DE TER TOMADO TODA A ARMADURA, ORAR E VIGIAR EM TODO TEMPO.

Quando dizemos que existem brechas na armadura, significa, o mesmo que ¨haver pecado em nossa vida¨.Se for o pecado da mentira ou falsidade, a brecha está no cinturão da verdade, se forem pecados por pensamento; a brecha está no capacete da salvação; se forem pecados de uma vida não reta, a brecha está na couraça da justiça; se for pecado decorrente de onde a pessoa está, a brecha está na sandália do evangelho da paz; se for incredulidade, a brecha está no escudo da fé; se for desconhecimento da Palavra, a brecha está na espada do Espírito.


Texto: "O Testemunho de Watchman Nee'

"O Testemunho de Watchman Nee"



(...)Por fim, queremos deixar claro que neste livro estão as palavras de Watchman Nee: não é uma interpretação ou uma mera composição romanceada de impressões de outrem, mas as suas palavras textuais, proferidas em conferências, reuniões, ou registradas em cartas, etc.Este livro O Testemunho de Watchman Nee é importan­tíssimo para sabermos qual é a vontade e o mover de Deus nestes últimosdias, bem como também recomendamos a leitura do livro Fu r ther    Talks     on the Church Life, já traduzido e impresso por esta Editora, com título Palestras Adicionais sobre a Vida da Igreja, do mesmo  autor.(...)

  • Primeiro Testemunho:
- Salvação e Chamamento       
         
  • Segundo Testemunho:       
1) Aprender a Lição da Cruz
2) Deus é Quem me cura
3) O Início do Reavivamento
4) Quatro Aspectos da Obra confiada por Deus
  • Terceiro Testemunho:       
1) Como Viver uma Vida de Fé
2) Atitude com Relação ao Dinheiro
3) Esperando de Deus o Suprimento para a Necessidade da Obra de Literatura


(...) Estes três testemunhos de modo algum abrangem toda a sua vida e obra espirituais, anteriores a 1936. Ao lermos as revistas "O PRESENTE TESTEMUNHO" e "A REVISTA CRISTÃ", e ainda as cartas abertas publicadas por ele antes de 1936, podemos ver que havia ainda outro grande número de testemunhos e obras dignas de menção. Naquela reunião de cooperadores, ele não pôde falar mais devido à exiguidade de tempo.(...)



PRIMEIRO TESTEMUNHO DE WATCHMAN NEE
Proferido em 18 de outubro de 1936.
Leitura da Bíblia: At 26:29; GI 1:15
SALVAÇÃO E CHAMAMENTO —  OS ANTECEDENTES FAMILIARES
Meu nascimento foi uma resposta a oração. Minha mãe temiavir a seguir o mesmo caminho de sua cunhada, que teve seis filhas,uma vez que, conforme o costume chinês, meninos eram preferíveisàsmeninas. Ela já havia dadoà luz duas filhas e, embora provavelmentenão compreendesse de todo as implicações da oração, disse ao Senhor:"Se eu puder ter um filho varão, hei de entregá­lo a Ti.” O Senhorouviu a sua oração, e eu nasci. Meu pai disse­me, tempos mais tarde,que antes do meu nascimento minha mãe havia feito a promessa de oferecer-­me ao Senhor.

SALVAÇÃO E SERVIÇO
Para a maioria das pessoas, o principal acontecimento de sua salvação é o fato de terem sido libertadas do pecado. Contudo, para mim, a questão era se eu deveria aceitar a Jesus e tornar­me tanto Seu seguidor quanto Seu servo. Receava que, caso me tornasse umcristão, viria a ser chamado para servir a Cristo, o que me seria pordemais custoso. Por fim, o conflito foi resolvido quando percebi que minha salvação precisava ter dois aspectos. Decidi aceitar a Cristocomo meu Salvador e servi-­Lo como o meu Senhor. Era o ano de 1920 e eu tinha dezessete anos de idade.(...)
        


                 









   
   
        
         


terça-feira, 24 de abril de 2012

Texto: Palavras do salmista (faladas pelo Espírito)

Palavras do salmista (faladas pelo Espírito)
a respeito da Lei (Torah) do Eterno
Carlos Coléct

Sal 19:7 A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices.

Sal 40:8 Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.

Sal 94:12 Bem-aventurado o homem, Senhor, a quem tu repreendes, a quem ensinas a tua lei,

Sal 119:18 Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.

Sal 119:29 Afasta de mim o caminho da falsidade e favorece-me com a tua lei.

Sal 119:34 Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei; de todo o coração a cumprirei.

Sal 119:44 Assim, observarei de contínuo a tua lei, para todo o sempre.

Sal 119:51 Os soberbos zombam continuamente de mim; todavia, não me afasto da tua lei.

Sal 119:53 De mim se apoderou a indignação, por causa dos pecadores que abandonaram a tua lei.

Sal 119:55 Lembro-me, Senhor, do teu nome, durante a noite, e observo a tua lei.

Sal 119:61 Laços de perversos me enleiam; contudo, não me esqueço da tua lei.

Sal 119:70 Tornou-se-lhes o coração insensível, como se fosse de sebo; mas eu me comprazo na tua lei.

Sal 119:77 Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva; pois na tua lei está o meu prazer.

Sal 119:85 Para mim abriram covas os soberbos, que não andam consoante a tua lei.

Sal 119:92 Não fosse a tua lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia.

Sal 119:97 Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!

Sal 119:109 Estou de contínuo em perigo de vida; todavia, não me esqueço da tua lei.

Sal 119:113 Aborreço a duplicidade, porém amo a tua lei.

Sal 119:126 Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a tua lei está sendo violada.

Sal 119:136 Torrentes de água nascem dos meus olhos, porque os homens não guardam a tua lei.

Sal 119:142 A tua justiça é justiça eterna, e a tua lei é a própria verdade.

Sal 119:150 Aproximam-se de mim os que andam após a maldade; eles se afastam da tua lei.

Sal 119:153 Atenta para a minha aflição e livra-me, pois não me esqueço da tua lei.

Sal 119:163 Abomino e detesto a mentira; porém amo a tua lei.

Sal 119:165 Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço.

Sal 119:172 A minha língua celebre a tua lei, pois todos os teus mandamentos são justiça.

Sal 119:174 Suspiro, Senhor, por tua salvação; a tua lei é todo o meu prazer.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sugestão de filmes: Charles Spurgeon: O Pregador do Povo (Documentário)

Charles Spurgeon: O Pregador do Povo (Documentário)

Legendado por LeoAnnointed

"C.H. Spurgeon, The People's Preacher"

História íntima de um dos maiores pregadores da história da igreja. Nós seguimo-lo desde a sua juventude, quando, como um jovem pregador, ele é surpreendentemente chamado de ministro em Londres e logo capta o amor eo respeito da nação. Ele passa a se tornar uma de suas figuras mais influentes.Este poderoso, inspirador documentário drama que recria fielmente os horários de CH Spurgeon e traz o "pregador do povo" a vida como ela segue seus triunfos e sofrimentos com a exatidão histórica. Documentário (2010) que conta a história da vida de um dos maiores avivalistas da fé cristã do século XIX. A produção cinematográfica é da Christian Television Association, filmado na Inglaterra, Escócia e Alemanha.