terça-feira, 27 de maio de 2014

Texto: "Os Irmãos" (Como são chamados)

 "Não há nada que conte, senão Cristo somente!"
                                                                                                                                        
 (Andrew Miller)




Versículos Bíblicos para a Reflexão:

"O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.". (Provérbios 1:7, VRA, SBB).
"A Sabedoria clama em alta voz nas ruas, ergue a voz nas praças públicas; nas esquinas das ruas barulhentas ela clama, nas portas da cidade faz o seu discurso: (...) até quando desprezarão o conhecimento?". (Provérbios 1:20-22, NVI, SBI).
"Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino.". (Provérbios 3:13-14, ACF, SBTB).
"Porém Deus uniu vocês com Cristo Jesus e fez com que Cristo seja a nossa Sabedoria. E é por meio de Cristo que somos aceitos por Deus, nos tornamos o povo de Deus e somos salvos.". (1ª Coríntios 1:30, NTLH, SBB).
Irmãos de Plymouth.

Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados).

Páginas: 175.
Autor: Andrew Miller, 1810-1883.
Editora: Depósito de Literatura Cristã - DLC.
Brasil, Diadema: 2005.

Sumário:

  • Introdução. - 5.
  • A Reforma do século XIX. - 7.
  • A verdade profética. - 9.
  • O efeito da verdade acerca da Igreja. - 11.
  • 1º - "Os Irmãos". - 13.
  • A mão dirigente de Deus. - 15.
  • O primeiro panfleto dos Irmãos. - 18.
  • O efeito deste panfleto. - 24.
  • O primeiro salão público. - 27.
  • 2º - As reuniões de estudo. - 33.
  • Nossa recordação da primeira reunião de estudos da qual participamos. - 38.
  • Um estudo devotado da Palavra de Deus. - 41.
  • Os vários meios de se difundir a verdade. - 44.
  • 3º - A origem do título - "Os Irmãos de Plymouth". - 55.
  • O efeito da separação do mundo. - 57.
  • O espírito do clericalismo. - 58.
  • O caráter do sistema do Sr. Newton. - 61.
  • A divisão em Plymouth. - 65.
  • 4º - Detecção da falsa doutrina. - 69.
  • Bethesda e seus dirigentes. - 72.
  • "A Carta dos Dez". - 75.
  • A divisão. - 77.
  • Bethesda professa se purificar. - 81.
  • 5º - Divididos. - 83.
  • O testemunho. - 85.
  • Os resultados do testemunho. - 86.
  • A opinião de um escritor menos preconceituoso. - 87.
  • 6º - Trechos dos escritos dos Irmãos. - 91.
  • Pregação "dos Leigos". - 91.
  • Ordenação. - 94.
  • O ministério. - 100.
  • O sacerdócio levítico e o ministério do evangelho. - 100.
  • A fonte do ministério. - 101.
  • O perdão dos pecados. - 103.
  • A provisão da graça para a família da fé. - 109.
  • 7º - A posição cristã. - 115.
  • O testemunho da Palavra. - 117.
  • Os resultados da redenção. - 120.
  • A verdadeira base de paz. - 122.
  • A justificação da lei e a justiça de Deus. - 134.
  • 8º - A Igreja de Deus. - 141.
  • O funcionamento prático da Igreja. - 147.
  • Profecia. - 149.
  • As três esferas da glória de Cristo. - 152.
  • A vinda do Senhor e o arrebatamento dos santos. - 158.
  • 9º - O Milênio. - 165.
  • O estado passado e presente da igreja professa. - 167.
  • O grande trono branco. - 170.
  • Conclusão. - 173.


Conteúdo:


O livro "Os Irmãos" (Como são chamados) apresenta a história do Movimento Irmãos Unidos, também conhecido como Irmãos de PlymouthAssembleia dos Irmãos em Portugal, Casa de Oração no Brasil, ou simplesmente, Os Irmãos.

Nas primeiras páginas, são apontadas as tentativas de uma Reforma Radical durante o século XIX, que trouxe muitos temas bíblicos para os lares cristãos, como a escatologia com percepção Dispensacionalista, que surgiu dentre Os Irmãos; a definição de "Igreja"; e a certeza da Salvação para a Vida Eterna.

"Isto era algo totalmente novo para a cristandade daquele tempo - ouvir falar da Igreja como sendo o corpo de Cristo, habitado e governado pelo Espírito Santo, corpo esse do qual Ele é a Cabeça glorificada nos céus.

Seria difícil encontrar na teologia dos Pais e dos Escolásticos, dos Reformadores ou dos Puritanos, a doutrina da Igreja como a Noiva Eleita de Cristo, separada do mundo para esperar o Seu retorno do céu como a única esperança dela, e conhecendo a presença constante do Espírito Santo como a única fonte de poder e gozo dela." p. 7. Grifo nosso.

George Müller
George Müller.
(1805-1898)
O livro também mostra o rompimento do Movimento e o surgimento de dois grupos:Irmãos Fechados liderados por J.N. Darby e os Irmãos Abertos, influenciados porGeorge Müller. Dentre as diversas divergências, citamos a "Base da Unidade".Darby entendia que a "Base da Unidade" é o Nome de Jesus, ou seja, todo aquele que está reunido debaixo de outro nome (Denominacionalismo) fere a unidade da Igreja. Müller não era favorável ao Denominacionalismo, mas entendia que oSangue de Jesus caracterizava a unidade da Igreja, independentemente das denominações.

Obs: Posteriormente, Watchman Nee desenvolveria o tema "Base da Unidade"associando com o aspecto Local da Igreja.

Alguns ensinos são mostrados para o leitor perceber a seriedade do movimento e de seus líderes, embora passíveis de contestação por outros ramos do Cristianismo. Muitos trechos citados no livro são de autoria de John Nelson DarbyC.H. Mackintosh e William Kelly.

Parecer:

O livro, objeto de resenha, é muito bom para o seu propósito, ou seja, transmitir conhecimento histórico para os crentes, além de servir como reflexão acerca dos benefícios e malefícios do Denominacionalismo e doAdenominacionalismo, provocando pensamentos sobre a suposta necessidade dos governos eclesiásticos:EpiscopalPresbiterianoCongregacional e Representativo. O leitor também será conduzido ao desafio de vislumbrar a Igreja como Corpo encabeçado por Cristo através do Espírito Santo para a glória do Pai, aonde o governo eclesiástico não está atrelado ao formato, mas a sujeição da assembleia dos santos ao Espírito Santo e à Bíblia.

Andrew Fuller
Andrew Fuller.
(1754-1815)
O movimento surgiu dentro de um contexto social de frieza da igreja institucional na Europa do final do séc. XVIII e início do séc. XIX. O vigor Puritano foi sepultado pelas causas políticas no Reino Unido, então surgiu John Wesley energizando a Igreja com um espírito avivalista, e Andrew Fuller com William Carey iniciando as missões modernas, mas no final do séc. XVIII, o Denominacionalismo foi afetado pelo peso do Institucionalismo. Nessas circunstâncias, muitos viram no Adenominacionalismo a continuidade da Reforma Protestante e o resgate do vigor espiritual da Igreja.

Por oportuno, não esqueçamos que os líderes do Movimento Adenominacional - Irmãos Unidos e muitos representantes do Denominacionalismo, como Charles Spurgeon, foram usados por Deus, no séc. XIX, para resgatar o vigor dos crentesapresentar a certeza da salvaçãomostrar que a Igreja é o povo de Deusapontar que o templo é apenas um local de culto e reunião dos crentes, não possuindo quaisquer poderes em suas paredese combater o Iluminismo, o Relativismo e o Modernismo.

Nos nossos dias, o Denominacionalismo foi usurpado por muitos líderes que não possuem vocação pastoral, pelo contrário, retiram a lã das ovelhas. Doutro lado, o Adenominacionalismo, não é a garantia de sã doutrina, pois muitos impostores podem habitar em grupos livres. O critério de avaliação é a Bíblia!!!

Nós, cristãos autênticos pela filiação em Deus através de Cristo, somos convocados de dentro doDenominacionalismo e do Adenominacionalismo, para combatermos os males do nosso tempo, como oMaterialismo, o Consumismo, o Clientelismo, o Nominalismo, o Ecumenismo, o Sincretismo, que insistem em habitar nos meios cristãos. Além desses, o pior inimigo que deve ser derrotado é a Divisão, ou seja, a mutilação do Corpo de Cristo (Igreja), decorrente da cobiça de muitos que fundam ministériosconsequência da prevalência doEgoísmo e Coitadismoapego exacerbado às interpretações bíblicas de temas que não são pacíficos dentre os irmãos; além de outros inúmeros motivos que estão picando a expressão do Corpo de Cristo nesta Terra.

O Autor:


Andrew Miller foi um escocês Executivo Empresarial; Pregador Batista; Escritor; Historiador; Biblicista Dispensacionalista; Evangelista; e Líder Adenominacional do Movimento Irmãos Unidos.

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