sábado, 16 de agosto de 2014
Texto: Deus está escondido na alma (S. João da Cruz)
Deus está escondido na alma
|
Texto: Obras de Frei Lourenço da Ressurreição (1614-1691)
Autor: Frei Lourenço da Ressurreição (1614-1691)
Editado por: nicoladavid
Em todos os momentos: o amor faz tudo!
«Procuram-se métodos
para aprender a amar a Deus;
quer-se chegar ao amor
não sei por quantas práticas diferentes;
temos muito trabalho
para permanecer na presença de Deus
servindo-nos para isso
de uma quantidade de meios;
não será muito mais rápido
e muito mais direito
fazer-se tudo por amor de Deus,
servindo-nos de todas as acções
do nosso estado
para conservar a Sua presença em nós
por meio desse “comércio”
do nosso coração com Ele?
Para isso não é preciso talento,
vai-se com boa fé e simplicidade.»
Amar-Vos com o Vosso Amor
«Bem o sabeis,
ó meu Deus,
nunca desejei senão
amar-Vos;
não ambiciono outra glória.
O vosso amor
precedeu-me desde a minha infância,
cresceu comigo,
e agora é um abismo,
cuja profundidade não consigo sondar.»
Preciso da Tua graça!
«Uma alma depende tanto mais da graça
quanto mais aspira a uma maior perfeição
e a ajuda de Deus é-lhe tanto mais necessária,
a cada momento,
que sem ela nada pode fazer;
o mundo, a natureza e o demonio fazem-lhe,
conjuntamente,
uma guerra tão forte e contínua,
que, a arrastariam sem esse socorro actual,
e essa humilde e necessária dependência;
isto pode parecer duro à natureza,
mas é aí que a graça se apraz e repousa.»
Só a Fé nos consente “ver”
«A Fé, oh a Fé!
Oh, virtude admirável,
que esclarece o espírito do homem
e o conduz ao conhecimento do Seu Criador!
Amável virtude,
como és pouco conhecida
e ainda menos praticada,
apesar do teu conhecimento ser tão glorioso
e de tanto proveito!»
Descei do Céu!
«Festa do amor e da alegria
é a Estrela para a qual todos se dirigem.
Mas para o católico, o Natal é ainda outra coisa.
A Estrela guia-o
até ao presépio,
ao Menino
que vem trazer a paz aos homens.»
A prática da presença de Deus, VIII, 6
«Devemos examinar cuidadosamente
quais são as virtudes que nos são mais necessárias
e as que nos são mais difíceis de adquirir,
os pecados em que caímos mais vezes
e as ocasiões mais frequentes e inevitáveis das nossas quedas;
devemos recorrer a Deus com uma inteira confiança
na ocasião do combate
e permanecer firme na presença de Sua divina Majestade,
adorando-O humildemente,
mostrando-Lhe as nossas misérias e fraquezas,
pedindo-Lhe amorosamente o socorro da Sua graça,
e assim n’Ele
encontraremos todas as virtudes,
sem nós termos nenhuma.»
Senhor,
Posso fazer algumas coisas boas,
mas em certas circunstâncias
não deixo de manifestar a minha limitação…
que é muita!
Então porque não expor-me à acção do Teu Amor?
Senhor,
quero entregar-me totalmente a Ti,
quero que sejas o centro da minha vida e…
“tudo o mais me será dado por acréscimo”.
Clique em Fonte
![]() |
http://caminhoscarmelitas.com/?p=2129"A Prática da Presença de Deus - "do Irmão Lawrence
(Traduzido por Jandira Soares Pimentel - de edição autêntica, encontrada na Internet.)
Vejam como tem tudo a ver com o livro "A Nuvem do Não-Saber" e com a prática da Oração Centrante.
A melhor regra para uma vida santa - Conversas e Cartas do Irmão Lawrence. Data provável da primeira publicação: entre 1670 e 1700. “O bem quando Ele concede, sumamente bom; não mais quando Ele nega: Aflições, de Sua mão soberana, são bençãos disfarçadas.
”Prefácio - “Creio na .... comunhão dos santos”.
Certamente se fosse necessária prova adicional dessa realidade, esta seria encontrada na unidade universal do Cristianismo experimental em todas as idades e todas a terras. As experiências de Thomas à Kempis, de Tauler e Madame Guyon, de John Woolman e Hester Ann Rogers, se combinam maravilhosamente e se harmonizam perfeitamente. E Nicholas Herman, de Lorraine, cujas cartas e conversas são dadas aqui, testificam a mesma verdade. Em comunhão com Roma, um irmão leigo entre Carmelitas, por muitos anos um soldado, numa era irreligiosa, entre pessoas céticas, onde nele a prática da presença de DEUS foi tanto uma realidade quanto a “guarda” dos primeiros Companheiros e a “semente sagrada” nele e em outros foram o “rebanho” (Is 6,16) do qual cresceram os lares e a piedade evangélica do século dezoito, de Epworth e de Moorfields. “Quando despojadas, estão adornadas ao máximo” é a linha que desencoraja quaisquer interpolações ou interpretações, além dos poucos conteúdos dos cabeçalhos que são oferecidos. Que o “Cristo em você” seja a “esperança da glória” para todos os que lêem. CONVERSAÇÕES PRIMEIRA CONVERSAÇÃO Conversão e emprego precioso. Satisfação na presença de Deus. Fidelidade ao nosso dever. Resignação, o fruto da vigilância. A primeira vez que vi o Irmão Lawrence foi em três de agosto, 1666. Ele me disse que DEUS lhe concedera um favor singular, em sua conversão na idade de dezoito anos. Que no inverno, olhando uma árvore despojada de suas folhas e considerando que dentro de pouco tempo suas folhas seriam renovadas, e depois disso as flores e frutos apareceriam, ele recebeu uma grande visão da Providência e Poder de Deus, que nunca se apagou de sua alma. Que esta visão como que acendeu nele um amor tão grande por DEUS, que ele não podia diferenciar se esse amor aumentou nos mais de quarenta anos que ele ainda viveu. Que ele havia sido lacaio de M. Fieubert, o tesoureiro, e que ele era um sujeito grande e desajeitado, que tudo quebrava. Que ele muito desejara ter sido admitido num mosteiro, pensando que lá ele conseguiria melhorar sua falta de jeito e (diminuir) as faltas que ele cometeria, e então ele deveria sacrificar a DEUS sua vida, com seus prazeres: mas que DEUS o havia desapontado, já que ele apenas encontrou satisfação nesse estado. Que nós deveríamos nos estabelecer num sentido da Presença de Deus, continuamente conversando com Ele. Que isto era uma coisa vergonhosa, interromper essa conversação para pensar em ninharias e tolices. Que devemos alimentar e nutrir nossas almas com altas noções de DEUS; que produziria em nós grande alegria o sermos devotados a Ele. Que devemos acelerar e animar nossa fé. Que é lamentável que tenhamos tão pouca; e que ao invés de tomar a fé como regra de conduta, os homens se divertem a si mesmos com devoções triviais, que mudam diariamente. Que o caminho da Fé era o espírito da Igreja e isto era suficiente para nos levar a um alto grau de perfeição. Que devemos nos oferecer totalmente a Deus, com respeito tanto às coisas temporais quanto espirituais, e procurar nossa satisfação apenas em fazer Sua vontade, onde quer que Ele nos conduza, por sofrimento ou consolação, pois tudo deveria ser igual para uma alma verdadeiramente resignada. Que a fidelidade é necessária nestas securas ou desolações e aborrecimento na oração, pelas quais DEUS testa nosso amor por Ele; que então era o tempo para fazermos bons e efetivos atos de resignação, onde se pode muitas vezes aperfeiçoar nosso progresso espiritual. Que em relação às misérias e pecados das quais ele ouvia diariamente no mundo, ele estava longe de se admirar delas e que, ao contrário, ele estava surpreso que não houvesse mais, considerando a malícia de que eram capazes os pecadores: que por sua parte, ele rezava por eles; mas sabendo que DEUS podia remediar os malfeitos que eles cometiam, quando Ele desejasse, ele não se dava a mais nenhuma preocupação. Que para chegar a uma tal resignação como DEUS deseja, devemos vigiar atentamente todas as paixões que se misturam, tanto nas coisas espirituais como nas de natureza mais grosseira: que DEUS dá a luz concernente a essas paixões àqueles que verdadeiramente desejam servi-Lo. Que se este fosse meu projeto, isto é, sinceramente servir a DEUS, eu poderia vir a ele (Irmão Lawrence), quando desejasse, sem nenhum medo de ser algum incômodo; mas se não, eu não o deveria visitar mais. SEGUNDA CONVERSAÇÃO O Amor, a razão de tudo. Antes no medo, agora na alegria. Diligência e amor. Simplicidade, a chave para a ajuda divina. Negócios tanto fora quanto dentro de casa. Tempos de oração e auto-mortificação não são essenciais para a Prática. Todos os escrúpulos trazidos a Deus. Que Ele sempre governou tudo por amor, sem visões mesquinhas; e que tendo resolvido fazer do amor de Deus a finalidade de todos os seus atos, ele encontrou motivos para estar satisfeito com seu método. Que ele ficava feliz quando podia pegar uma palhinha no chão por amor de Deus, procurando-O somente, e nada mais, nem mesmo seus dons. Que ele ficou muito confuso por um bom tempo, pensando que estava condenado; e que todos os homens do mundo não o poderiam convencer do contrário; porém tendo o mesmo raciocinado consigo mesmo sobre isso: ‘ingressei na vida religiosa apenas por amor a Deus e tenho tentado agir apenas por Ele; o que quer que me aconteça, quer eu seja salvo ou me perca, vou sempre continuar a agir puramente por amor de Deus. Terei pelo menos esse bem, que até a morte eu terei feito tudo que estiver em mim por amor dEle.’ Que essa confusão mental durou quatro anos; e que durante esse tempo ele sofreu muito. Que após esse tempo ele viveu sua vida em perfeita liberdade e contínua alegria. Que ele colocou seus pecados entre ele e Deus, como para dizer a Ele que não merecia Seus favores, mas que Deus continuava a dar-lhe em abundância. Que de modo a formar o hábito de conversar com Deus continuamente, e oferecendo tudo que fazemos a Ele; primeiro devemos nos dedicar a Ele com algum esforço, mas depois de poucos cuidados devemos notar seu amor dentro de nós nos levar a isso sem grande dificuldade. Que ele esperava, depois de dias felizes que Deus lhe deu, receber sua quota de dor e sofrimento; mas que ele não se preocupou com isso, sabendo muito bem que ele não poderia fazer nada por si mesmo, Deus não falharia em dar-lhe forças para suportá-los. Que quando se apresentou uma ocasião de praticar alguma virtude, ele se dirigiu a Deus, dizendo-Lhe, ‘Senhor, não posso fazer isso a menos que me capaciteis’; e que em seguida ele recebeu forças mais do que suficiente. Que quando ele falhou em seus deveres, ele apenas confessou sua culpa, dizendo a Deus, ‘nunca farei diferente, se Vós me deixais por minha conta; Vós deveis esconder minhas quedas e emendar o que está errado.’ Que após isso, não se permitiu mais nenhum desconforto sobre isso. Que devemos agir com Deus com a maior simplicidade, falando com Ele franca e claramente e implorando Sua assistência em nossos negócios, como eles acontecem. Que Deus nunca deixou de conceder-lhe isso, como ele experimentava com frequência. Que ele mais tarde ele foi enviado a Burgundy, para compra as provisões de vinho para a comunidade, que se tornou uma tarefa indesejada para ele, já que ele não tinha nenhum tino para negócios e por que ele era aleijado, e não podia se locomover no barco a nao ser rolando sobre os tonéis. Que contudo não se preocupou com isso, nem com a compra do vinho. Que ele disse a Deus, era do Seu negócio que ele estava cuidando e que depois disso viu que tudo se realizou a contento. Que ele foi enviado a Auvergne um ano antes para a mesma incumbência; que ele não poderia contar como tudo se passou, mas provou que se saiu bem. Então, da mesma maneira, em seus negócios na cozinha (a que ele tinha naturalmente grande aversão), tendo se acostumado a fazer tudo ali por amor de Deus, e com orações em todas as ocasiões, por Sua graça para fazer tudo bem, ele sempre achou tudo fácil, durante os quinze anos que lá ficou trabalhando. Que ele estava muito feliz com o posto que ocupava agora; mas que estava pronto a deixá-lo, tanto quanto ao primeiro, já que ele estava sempre feliz em todas as situações, fazendo pequenas coisas por amor de Deus. Que para ele, os tempos fixados para oração não eram diferentes dos outros tempos: que ele se aposentou para orar, conforme as ordens de seu superior, mas que ele não desejava tal aposentadoria, nem pediu isso, porque seu maior trabalho não o afastava de Deus. Que ele sabia de sua obrigação de Amar a Deus em todas as coisas, e como tinha se proposto a fazer isso, ele não precisava de um diretor que lhe aconselhasse isso; mas que ele precisava muito de um confessor que o absolvesse. Que ele era muito sensível às suas faltas mas não desencorajado por eles; que ele as confessava a Deus e não Lhe pedia que o desculpasse deles. Quando ele fazia assim, ele terminava sua prática usual de amor e adoração, em paz. Que em sua perturbação mental, ele não consultou ninguém, mas sabendo pela luz da fé que Deus estava presente, ele se contentava em dirigir todas as suas ações a Deus, i.e., fazendo-as com um desejo de agradá-Lo, seja lá o que decorresse disso. Que pensamentos inúteis estragam tudo: que o engano começa aí; mas que devemos rejeitá-los, tão logo percebamos sua impertinência ao assunto em questão, ou nossa salvação; e retornamos à nossa comunhão com Deus. Que no começo ele sempre passava parte do tempo estabelecido para a oração, rejeitando pensamentos errantes e caindo de novo neles. Que ele nunca pode controlar sua devoção por certos métodos como alguns fazem. Que apesar disso, no início, ele meditou por algum tempo, mas depois ele parou, de uma maneira que não poderia dizer como. Que todas as mortificações e outros exercícios são inúteis, mas servem para levar à união com Deus pelo amor; que ele considerou bem isto e descobriu que o caminho mais rápido para ir direto a Ele é pelo contínuo exercício do Amor, fazendo tudo por amor dEle. Que devemos fazer uma grande diferença entre os atos da compreensão e aqueles da vontade; que os primeiros são comparativamente de pouco valor e os outros, tudo. Que nosso único negócio é amar e nos deliciar em Deus. Que todos os tipos possíveis de mortificação, se estiverem vazios do amor de Deus, não podem apagar um único pecado. Que devemos, sem ansiedade, esperar o perdão de todos nossos pecados pelo Sangue de Jesus Cristo, apenas nos esforçando para amá-Lo de todo nosso coração. Que Deus parece ter concedido seus maiores favores aos maiores pecadores, como um sinal monumental de Sua misericórdia. Que as maiores penas ou os prazeres deste mundo não se comparam com o que ele experimentou nos dois tipos de estado espiritual: de modo que ele não tinha preocupação com nada nem tinha medo de nada, desejando apenas Deus, e que ele não O ofendesse. Que ele nao tinha escrúpulos; pois, disse ele, ‘quando eu falho em meu dever, eu prontamente reconheço isso, dizendo: estou acostumado a fazer isso; nunca farei de outro modo se contar comigo mesmo. Se eu não cair, então, dou graças a Deus, reconhecendo que toda a força vem Dele.’ TERCEIRA CONVERSAÇÃO Ele me contou que a base da sua vida espiritual estava numa alta noção e estima de Deus através da fé; que quando ele finalmente compreendeu bem, não teve outro cuidado a princípio, além daquele de rejeitar prontamente qualquer outro pensamento, ‘que ele pudesse realizar todas suas tarefas por amor a Deus’. Que quando algumas vezes ele não pensava em Deus por algum bom tempo, ele não se inquietava por isto; mas, depois de reconhecer sua miséria diante de Deus, ele retornava a Ele com tanto mais confiança n’Ele tanto quanto tinha se reconhecido miserável ao esquecê-Lo. Que a confiança que colocamos em Deus O honra muito e atrai para nós grandes graças. Que era impossível não apenas que Deus decepcionasse, mas também que Ele deixasse por muito tempo uma alma sofrendo perfeitamente resignada a Ele e resolvida a suportar tudo por Seu Amor. Que ele frequentemente experimentara a prontidão do socorro da divina graça em todas as ocasiões e da mesma experiência, quando ele tinha negócios a resolver, ele não pensava nisso antecipadamente, mas quando era hora de agir, ele encontrava em Deus, como num espelho límpido, tudo o que era apropriado a ele fazer. Que ultimamente ele tinha agido assim, sem antecipar cuidados; mas antes da experiência acima mencionada, ele usou isto em seus negócios. Quando negócios externos o distraiam do pensamento de Deus, uma lembrança fresca, vinda de Deus investia em sua alma e tão o inflamava e o transportava que lhe era custoso conter-se. Que ele estava mais unido a Deus em seus afazeres externos do que quando ele os deixava para a devoção e a solidão. Que ele a partir de então experava muita dor de corpo e alma; que o pior que pôde lhe acontecer foi perder o senso de Deus que ele desfrutou por tanto tempo; mas que a bondade de Deus lhe assegurou que Ele não o abandonaria completamente, e que Ele lhe daria força para suportar qualquer mal que Ele permitisse acontecer a ele; e que por conseguinte ele não teve medo de nada; e que não teve ocasião de se consultar com ninguém sobre esse estado. E quando ele tentou fazer isto, ele ficou mais perplexo; e que ele estava consciente de sua prontidão para entregar sua vida por amor de Deus, que ele não tinha apreensões quanto a perigos. Que a perfeita resignação a Deus era um modo certo de ir ao céu, um modo pelo qual ele teve sempre suficiente luz para sua conduta. Que no início da vida espirital devemos ser fiéis em cumprir o nosso dever e nos negarmos a nós mesmos; mas depois disso, alegrias inexprimíveis seguem. Que nas dificuldades devemos sempre recorrer a Jesus Cristo, e pedir Sua graça; com isso tudo se torna fácil. Que muitos não avançam no progresso cristão porque se agarram a penitências e exercícios particulares, enquanto negligenciam o amor de Deus, que é o ‘fim’. Que isso aparecia claramente em seus trabalhos e essa era a razão pela qual vemos tão pouca virtude sólida. Que não era necessário nem a arte nem a ciência para ir a Deus, mas apenas um coração resolutamente determinado a aplicar-se a nada além de Deus, por Ele mesmo e amar a Ele apenas. QUARTA CONVERSAÇÃO Ele discursava comigo frequentemente, com grande abertura de coração, a respeito de sua maneira de ir a Deus, onde alguma parte já foi relatada. Ele me disse que tudo consiste em uma renúncia total de tudo que sentimos que não leva a Deus. Que devemos nos acostumar a nós mesmos a uma contínua conversação com Ele, com liberdade e simplicidade. Que precisamos apenas reconhecer a Deus intimamente presente em nós, de falar com Ele a todo momento, que devemos pedir Sua assistência para conhecer Sua vontade nas coisas duvidosas, e para retamente realizar aquelas que vemos que Ele espera de nós, oferecendo-as a Ele antes que as realizemos e dando a Ele graças quando terminarmos. Que nessa conversação com Deus estamos também ocupados em louvar, adorar, e amar a Ele, incessantemente, por Sua infinita bondade e perfeição. Que sem nos desencojarmos por causa de nossos pecados, devemos rezar pela Sua graça com perfeita confiança, confiando nos infinitos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que Deus nunca falhou em oferecer Sua graça em cada ação; que ele claramente percebeu isso e nunca falhou nisso, a não ser quando seus pensamentos vagavam fora do sentido da presença de Deus, ou quando ele esquecia de pedir Seu auxílio. Que Deus sempre nos dá a luz em nossas dúvidas, quando não temos nenhum outro projeto a não ser agradá-Lo. Que nossa santificação não depende de mudar nossos trabalhos, mas em fazê-los por amor de Deus, o que em geral fazemos por nosso amor. Que era lamentável ver quantas pessoas trocam os meios pelo fim, viciando-se a fazer certos trabalhos, que eles realizam muito perfeitamente, por razões de seus humanos interesses. Que o meio mais excelente que ele encontrou de ir a Deus era fazer nossos trabalhos ordinários sem nenhum propósito de agradar aos homens (Gal, 1,10, Ef, 6,5 e 6) e (tanto quanto formos capazes) puramente pelo amor de Deus. Que era grande ilusão pensar que os momentos de oração devem ser diferentes de outros momentos; que somos estritamente obrigados a aderir a Deus pela ação no tempo da ação, tanto quanto pela oração no momento de oração. Que sua oração era nada mais que um sentido da presencá de Deus, sua alma sendo naquela hora indiferente a tudo além do amor divino; e que quando o momento da oração terminava ele não via nenhuma diferença, porque ele continuava com Deus, louvando e bendizendo-O com toda sua força, de modo que passava sua vida em constante alegria; ainda que esperando que Deus lhe desse algo para sofrer quando ele ficasse mais forte. Que devemos, de uma vez por todas, colocar fervorosamente toda nossa confiança em Deus e nos abandonarmos totalmente nEle, seguros de que Ele não nos decepcionará. Que não devemos nos cansar de fazer pequenas coisas por amor a Deus, que não considera a grandeza do trabalho mas o amor com que ele é realizado. Que não devemos nos maravilhar se, no início, frequentemente falhamos em nossas empreitadas, mas que ao final teremos ganho um hábito, que irá naturalmente produzir seus frutos em nós, sem nosso cuidado, e para nossa grande alegria. Que toda a substância da religião é a fé, esperança e caridade, pela prática das quais nos tornamos unidos à vontade de Deus; que tudo o mais é indiferente e deve ser usado como meio de chegarmos ao nosso fim, e sermos engolidos então, pela fé e caridade. Que todas as coisas são possíveis àquele que crê; que elas são menos difíceis àquele que espera; que elas são mais fáceis àquele que ama e ainda mais fácil àquele que persevera na prática dessas três virtudes. Que o fim que devemos propor a nós mesmo é tornarmo-nos nesta vida, os mais perfeitos adoradores de Deus que possamos ser, como desejamos ser por toda a eternidade. Que quando entramos na vida espiritual, devemos considerar e examinar até o fundo o que nós somos. E então devemos nos considerar dignos de todo desprezo e nem merecendo nem mesmo o nome de Cristãos; sujeitos a todo tipo de miséria e incontáveis acidentes, que nos perturbam e nos causam vicissitudes perenes em nossa saúde, em nosso humor, em nossas disposições internas e externas; enfim, pessoas a quem Deus humilharia com muitas dores e trabalhos, tanto interior quanto exteriormente. Depois disso não devemos nos maravilhar que trabalhos, tentações, oposições e contradições nos aconteçam da parte dos homens. Devemos, ao contrário, nos submeter a eles, e suportá-los tanto quanto Deus deseje, como coisas altamente vantajosas para nós. Que quanto a maior perfeição que uma alma deseje maior deve ser a sua dependência à divina graça. Sendo questinado por um de sua Ordem, (a quem ele era obrigado a se abrir) por quais meios ele atingiu um senso tão habitual de Deus, ele lhe respondeu que, desde a sua entrada no mosteiro ele considerou Deus como o fim de todos seus pensamentos e desejos, como a marca para a qual deveriam pender, e na qual eles deveriam terminar. Que no início de seu noviciado ele despendia as horas determinadas para a oração individual em pensar em Deus, como que para convencer sua mente e para imprimir profundamente em seu coração, a divina existência, através de sentimento devotos e submissão à luz da fé, e não por estudos da razão ou meditações elaboradas. Que por este breve e seguro método ele se exercitou no conhecimento e amor de Deus, resolvendo usar seu mais extremo esforço para viver num continuado sentido de Sua presença, e, se possível, nunca mais esquecer-se dEle. Que quando ele tinha enchido sua mente na oração, com grandes sentimentos do Ser infinito, ele ia para seu trabalho na cozinha (pois ele era cozinheiro da comunidade). Que tendo considerado com cuidado as coisas que seu ofício exigia, ele passava todos os intervalos de sua jornada, tanto antes quanto depois do seu trabalho, em oração. Que quando ele começou seu trabalho, ele disse a Deus com uma confiança filial n’Ele: “Oh meu Senhor, que estás comigo, eu devo agora, em obedicência aos Vossos mandamentos, aplicar minha mente nessas coisas exteriores; eu Vos suplico conceder-me a graça de continuar em Vossa presença; e para este fim dai-me Vossa assistência, receba todos os meus trabalhos e todos os meus afetos.” Que enquanto ele procedia com seu trabalho ele continuava esta conversa familiar com seu Criador, implorando Sua graça, e oferecendo-Lhe todas as suas ações. Quando ele terminava ele se examinava para ver como havia cumprido seu dever; se ele achava que fora bem, ele dava graças a Deus; pelo contrário, ele pedia perdão e sem se desencorajar, ele fixava sua mente novamente e continuava seu exercício da ‘presença’ de Deus como se nunca tivesse se desviado dela. “Então”, dizia ele, “levantando-me depois de minhas quedas, e pelos frequentes atos de fé e amor, cheguei a um estado onde seria difícil para mim não pensar em Deus, como era no começo, para acostumar-me a isto. Como o Irmão Laurence encontrou tal vantagem em caminhar na presença de Deus, era natural para ele recomendar isso com insistência aos outros; mas seu exemplo foi mais forte exemplo do que quaisquer argumentos que ele pudesse propor. Seu próprio semblante era edificante, tão doce e calma devoção nele transparecia que não podia deixar de afetar aqueles que o viam. Como foi observado que na maior agitação nos trabalhos da cozinha ele ainda preservava seu recolhimento e concentração celestial. Ele nunca estava apressado ou flanando, mas fazia cada coisa a seu tempo, com uma compostura constante e tranquilidade de espírito. “O tempo do trabalho, ele dizia, “não me é diferente do tempo da oração; e tanto no barulho e estardalhaço da minha cozinha, enquanto várias pessoas estão gritando ao mesmo tempo por coisas diferentes, Eu possuo a Deus em grande tranquilidade como se estivesse de joelhos diante do Santíssimo Sacramento.” Tradução livre por Jandira Soares Pimentel, de texto encontrado na internet. Quando eu tiver um tempo vou traduzir as "Cartas" do Irmão Lawrence, aguardem.
Encontrei recentemente o livro em português: "Chama-se: "A Experiência Mística de Lourenço da Ressurreição", Ed. Lótus do Saber, traduzido e organizado por Alexandre Sérgio da Rocha.
e-mail: <lotusdosaber@uol.com.br>
http://www.oracaocentrante.org/praPres.htm
|
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Texto: Os Cinco Anjos dos Continentes por Samuel Doctorian
Os Cinco Anjos dos Continentes
Samuel Doctorian
16 de Agosto de 1998 na ilha de Patmos
"Eu estava sozinho em uma casa na ilha de Patmos por várias semanas para orar e buscar o Senhor. Encontrei uma pequena capela - Capela de São Nicolas - onde ninguém vai. Fui até lá e derramei meu coração diante de Deus. Havia uma rocha ao lado de uma colina onde eu me sentava e orava. Fazia meditação e leitura da Bíblia. Comia muito pouco naqueles dias. Várias vezes fui até a caverna de João, onde ele recebeu a grande Revelação.
Enquanto meditava por um mês neste lugar solitário, pensei, "imagino se o Senhor irá enviar um décimo anjo ?" Eu tinha visto anjos nove vezes antes - na Inglaterra, em Belgrado, Iugoslávia, em Amman, Jordânia, em Jerusalém, e um anjo que cuidou para que uma mulher não fosse enforcada no Egito. Eu vi o nono anjo em Beirute no meio da guerra. O anjo fisicamente me acordou às 3 da manha e me disse para sair do país imediatamente. Sou grato ao Senhor até hoje - Eu não sei o que teria acontecido comigo se o anjo não tivesse vindo. O Céu me dirá um dia. Então imaginei se veria um anjo pela décima vez. Houve algumas vezes enquanto eu estava orando em que eu senti esta presença e perguntei "Senhor, estarei imaginando que um anjo está vindo agora ?" Mas era somente um sonho. Eu queria ver um anjo, como tinha visto nas nove vezes anteriores.
No dia 20 de junho as 3:50 da manhã, aqui em Patmos, de repente meu quarto ficou cheio de luz, e não existem luzes aqui. É uma casa solitária no fim de uma estrada perto de um monastério. De repente, acordei e vi cinco belos anjos. Vi as suas faces - perfeitas e como de humanos - mas cheias de luz. Eu vi os seus olhos, os seus cabelos, as suas mãos.
Ao meu lado direito havia dois anjos, e quando olhei para a esquerda vi três outros anjos com asas. Eles tinham belas vestes brancas descendo até o chão - algo que eu não poderia descrever com palavras humanas. Fiquei pensando porque esses anjos teriam vindo, mas eu estava tremendo e balançando. Eu queria chorar, mas não podia. Um pouco antes de ter visto estes anjos no Espírito, tinha visto a mim mesmo em uma grande reunião de multidões, e eu estava pregando em inglês. Um intérprete estava a minha esquerda com cabelo escuro e um terno cinza, mas eu não posso me lembrar que língua ele estava falando. Eu estava profetizando esta mensagem : "Minha igreja, você prega o amor, você ensina o amor, mas você precisa praticar o amor - mostrar o amor. Existe uma necessidade de unidade no meu corpo. Existem muitas divisões entre vocês. O meu espirito não vai mover e trabalhar onde não existe unidade. Existe carnalidade na minha igreja; muita falta de limpeza na minha igreja. Eu desejo e eu quero um povo santo. Eu morri para fazê-los santos." Enquanto eu estava profetizando no espírito eu estava tremendo. Os meus olhos se abriram e eu estava olhando para uma grande multidão. E de repente, no meio da profecia, estes anjos poderosos apareceram. Voltei do púlpito e pensei que iria cair. Agora estou bem acordado, mas tudo isso esta acontecendo no espírito. Algum poder me ajudou a não cair e eu imaginei o que estaria acontecendo.
Então, de repente, o primeiro anjo ao meu lado direito disse: "Nós somos os cinco anjos dos cinco continentes. Nós estamos aqui para dar a você mensagens dos cinco continentes do mundo." No momento em que eu ouvi aquilo, eu também ouvi a multidão chorando, "ohhh, ohhh, ohhhh". Acredito que a multidão tenha visto os anjos também. De alguma forma o Senhor me mostrou aquilo nos dias em que estão por vir, em muitas partes do mundo, Deus está por revelar-se através de anjos ministradores. Está por acontecer publicamente; está por acontecer nas igrejas - milhares de pessoas vendo anjos ao mesmo tempo. Eles estarão ministrando ao corpo nestes últimos dias. Então veio esta mensagem veio dos anjos : "O que você vê e ouve, conte as nações." Então não é algo para eu manter para mim mesmo. Quer eles aceitem ou não, eu tenho que contar as nações.
PRIMEIRO ANJO
O primeiro anjo disse: "Tenho uma mensagem para toda a Ásia." Quando ele disse aquilo, num espaço de poucos segundos, eu podia ver toda a China, Índia, os países da Ásia como Vietnam, Laos... Eu nunca havia estado nestes países. Eu vi as Filipinas, Japão, Singapura, Malásia e Indonésia. E então o anjo mostrou-me toda a Papua Nova Guiné, Irian Jaya até embaixo na Austrália e Nova Zelândia.
"Eu sou o anjo da Ásia," ele disse. E na sua mão eu vi uma tremenda trombeta que ele vai soprar sobre toda a Ásia. Tudo o que o anjo disse, vai acontecer com a trombeta do Senhor sobre toda a Ásia. Milhões vão ouvir a voz poderosa do Senhor. Então o anjo disse: "Vai haver um desastre, fome - muitos vão morrer de fome. Ventos fortes serão como nunca aconteceram antes. Uma grande parte será chacoalhada e destruída. Terremotos vão acontecer sobre toda a Ásia e o mar cobrirá a terra.
Eu vi isto em 20 de junho. Hoje é 16 de agosto. Há poucas semanas atrás eu escutei notícias de vilarejos completamente varridos ao mar em Papua Nova Guine. Milhares de vidas em grande perigo. Aquilo ocorreu a poucas semanas atrás, e o anjo me contou que vai acontecer sobre toda a Ásia. "A terra cairá dentro do mar," eu escutei o anjo dizer, "parte da Austrália será abalada. Austrália será dividida, e uma grande parte ira para dentro do oceano." Isto era assustador. Eu pensei se eu estava escutando corretamente. Mas o anjo disse, "Milhões vão morrer na China e na Índia. Nação será contra nação, irmão contra irmão. Asiáticos vão lutar uns contra os outros. Armas nucleares serão utilizadas, matando milhões." Duas vezes eu escuteis as palavras. "Catastrófico! Catastrófico!" Então o anjo disse: "A crise financeira virá sobre a Ásia. Eu abalarei o mundo."
Eu estava tremendo enquanto o anjo estava falando. Então ele olhou para mim, sorriu e disse, "Haverá o maior despertar espiritual. As correntes serão quebradas. Barreiras serão removidas. E sobre toda a Ásia, China, Índia, as pessoas se voltarão para Cristo. Na Austrália haverá um reavivamento tremendo." Eu escutei o anjo da Ásia dizer: "Será a última colheita." Então, como se o Senhor estivesse falando, ele disse "Eu prepararei a minha igreja para o retorno de Cristo." Eu estava feliz com estas boas novas depois da mensagem do juízo. Durante todo o tempo os cinco anjos estavam no meu quarto, eu podia sentir a presença deles - era tremendo.
SEGUNDO ANJO
Então eu vi que o segundo anjo tinha uma foice em sua mão, como as que são usadas na colheita. O segundo anjo disse: "A hora do colheita chegou a Israel e aos países por todo o caminho até o Irã." Eu vi aqueles países em poucos segundos. "Toda a Turquia e aqueles países que me rejeitaram e rejeitaram a minha mensagem de amor irão odiar-se uns aos outros e destruir-se uns aos outros." Eu vi o anjo levantar a foice e descer sobre todos os países do Oriente Médio.
Eu vi o Irã, Pérsia, Armênia, Azerbaijão, toda a Georgia, Iraque, Siria, Líbano, Jordânia, Israel, toda a Ásia menor, cheios de sangue. Eu vi sangue sobre todos esses países. E eu vi fogo; armas nucleares usadas em muitos destes países. Fumaça subindo em todos os lugares. Destruição repentina. Homens destruindo uns aos outros.
Eu escutei estas palavras: "Israel, oh Israel, o grande juízo chegou." O anjo disse, "O escolhido, a igreja, o remanescente, serão purificados. O Espírito de Deus prepará os filhos de Deus." Vi fogos subindo aos céus. O anjo disse: "Este é o julgamento final. A minha igreja será purificada, protegida e pronta para o dia final. Homens morrerão de sede. Água será escassa sobre todo o Oriente Médio. Rios secarão, e homens vão guerrear por água nestes países." O anjo mostrou-me que as Nações Unidas serão quebradas em pedaços por causa da crise no Oriente Médio. Não haverá mais Nações Unidas. O anjo com a foice fará a colheita.
TERCEIRO ANJO
Então um dos anjos com asas me mostrou a Europa de um fim ao outro - do norte por todo o caminho até a Espanha e Portugal. Na sua mão ele tinha uma escala para medir. Eu o vi voar sobre a Europa, e eu ouvi as palavras. "Eu estou pesaroso. Eu estou pesaroso. Injustiça, impureza, falta de Deus - sobre toda a Europa. O pecado subiu aos céus. O Espírito Santo esta pesaroso." Eu vi os rios da Europa inundando e cobrindo milhões de casas. Milhões afogados. Depois de ver isso, li as noticias há algumas semanas atrás. A Checoslováquia teve a pior inundação de todos os tempos. Eu tambem escutei que o grande rio na China está causando um perigo de milhares casas serem destruídas por inundação.
Eu não conhecia estas notícias antes de ter a visão e escutei o que os anjos me disseram. De repente, ouvi terremotos por toda a Europa."Países que não tiveram terremotos serão abalados," disse o anjo. E de repente, no meu espírito, vi a torre Eiffel em Paris em pedaços a cair. Uma grande parte da Alemanha destruída. A grande cidade de Londres, destruição em toda a parte. Eu vi as inundações em toda a Escandinávia. Olhei para o sul e vi a Espanha e Portugal passando por fome e grande destruição.
Muitos vão morrer de fome sobre toda a Espanha e Portugal. Eu me perturbei com todas estas notícias, e disse: "Senhor, e nossas crianças?" O anjo disse: "Eu as prepararei. Elas estarão procurando pela aparição do Senhor. Muitas vão chorar a mim naqueles dias e eu as salvarei. Eu farei milagres poderosos para elas e mostrarei a elas o Meu poder." Então no meio da grande destruição, haverá a graça de Deus naqueles países. Eu estava feliz que Deus tivesse a sua proteção sobre suas criancas.
QUARTO ANJO
Agora nós vamos a África. Eu vi o quarto anjo com asas voar sobre a África, e eu podia ver de Capetown no sul por todo o caminho até o Cairo. Eu vi todos os países lá, mais de cinquenta deles. O anjo da África tinha uma espada em sua mão - uma espada tremenda e afiada. De repente, escutei-o falar: "Sangue inocente foi derramado. Divisões entre as pessoas, gerações longe do Senhor . Eles mataram uns aos outros, milhares de pessoas. Tenho visto meus filhos fiéis na África, e eu retribuirei a sua fidelidade no continente da África. Eu os abençoarei abundantemente. Eu controlarei o tempo - queimaduras leves e fortes do sol em algumas partes. Grandes rios irão secar, e milhões irão morrer de fome. Em outras partes, inundações. Fundações serão abaladas. A minha espada irá julgar o injusto e o sedento de sangue. Tantos terremotos acontecerão que os rios irão fluir em diferentes direções no continente, inundando muitos vilarejos."
Eu vi grandes pedaços caindo do céu sobre diferentes partes da África. "Haverá tremor de terra como nunca desde a criação. Ninguem escapará da espada do Senhor." Eu vi o rio Nilo secar. É deus do Egito. Peixes mortos e fedendo sobre todo o Egito. Uma grande parde da África Meridional será coberta com água, milhões morrendo. "Senhor," eu disse,"tudo isso são más notícias. Tudo destruição. Alguma notícia boa?" O Senhor disse: "O dia final chegou. O dia do juizo está aqui. O meu amor foi rejeitado agora, e o fim chegou." Eu estava abalado e tremendo. Eu pensei que não poderia suportar.
QUINTO ANJO
Então eu vi o último anjo voando sobre a América do Norte e do Sul, por todo caminho do Polo Norte até a Argentina. Do leste dos EUA até a Califórnia. Vi na sua mão uma vasilha. O anjo disse que ele iria lançar sobre os países os juízos que estavam na vasilha. Então eu escutei o anjo dizer: "Sem justiça, sem retidão, sem Santidade, idolatria, materialismo, bebedices, servos do pecado. Derramando sangue inocente - milhões de bebês sendo mortos antes que nasçam. Famílias são quebradas. Uma geração adúltera, Sodoma e Gomorra estão aqui. Os dias de Noé estão aqui. Falsos pregadores, falsos profetos. Recusa do meu amor. Muitos deles tem a imitação da religião, mas negando o poder real.
Quando eu ouvi tudo aquilo, eu implorei ao anjo: "Você não pode esperar um pouco mais? Não derrame os juízos. Dê uma chance para o arrependimento." O anjo disse: "Muitas vezes Deus tem se refreado e falado, mas eles não ouviram. A sua paciência chegou ao fim. Preste atenção, o fim chegou. Eles amaram o dinheiro e prazer mais do que eles amaram a mim." A medida que o anjo começou a tirar da vasilha, eu vi icebergs tremendos se derretendo. Quando aquilo aconteceu, vi inundações sobre todo o Canadá e América do Norte. Todos os rios inundaram; destruição em toda a parte. Escutei que o mercado mundial estava em colapso com poderosos terremotos, e os arranha-céus de Nova York estavam caindo. Milhões morrendo.
Eu vi barcos no oceano afundando. Escutei explosões por todo o norte do país. Vi o anjo lançando sobre o México e dois oceanos se juntando, o Atlântico e o Pacífico. Uma grande parte do norte do Brasil coberta com água, o rio Amazonas se tornando um grande mar. Florestas destruídas e inundadas. As maiores cidades do Brasil destruídas, terremotos em muitos lugares. A medida que o anjo lançou, grande destruição aconteceu no Chile e Argentina como nunca antes. O mundo todo estava abalado. Então eu escutei o anjo dizer: "Isto vai acontecer em pouco tempo." Eu disse: "Você pode adiar?" Não lance estas coisas sobre o globo."
E de repente eu vi os cinco anjos em volta do globo levantando as suas mãos e suas asas em direção ao céu e dizendo: "Toda glória ao Senhor do céus e da terra. Agora a hora chegou e ele glorificará ao seu Filho. A terra será queimada e destruída. Todas as coisas passarão. O novo Céu e a nova Terra virão. Deus destruirá as obras do diabo para sempre. Mostrarei o meu poder, protegendo meus filhos no meio de toda essa destruição.
Esteja pronto para aquele dia, porque o Senhor veio.
O meu quarto estava cheio de luz e brilho dos anjos. Então, de repente, eles ascenderam ao céu. A medida que eu olhava eu vi os anjos irem em cinco direções. Eu sei que eles já começaram as suas obrigações. Por mais de uma hora eu não podia me mover. Estava acordado, tremendo de tempos em tempos. Disse: "Senhor, devo deixar Patmos agora?" Ele disse: "Não, Eu trouxe você aqui para um propósito." Respondi: "A mensagem dos anjos sobre todo o mundo não são boas novas. É juízo, punição, destruição, devastação. O que as pessoas irão dizer de mim? Eu sempre fui um pregador do amor, paz e boas novas." O anjo disse, "É a nossa mensagem. Voce é o instrumento, o canal. Que privilégio que Deus tenha escolhido você para dar essa mensagem às nações." Eu disse, "Senhor, isto será feito." A Deus seja a Glória.
Referências nas Escrituras :
I Tessalonicenses 4:13-18;5:1-11
Hebreus 12:22-29
Pedro 3:1-13
Fontes:
http://www.uol.com.br/aleluia/artigos/diversos/120599.htm
http://www.uol.com.br/aleluia/artigos/diversos/120599a.htm
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
Texto: A busca de Deus - Dave Hunt
A busca de Deus - Dave Hunt
A maioria dos pais tem se sentido frustrada (ou divertida) com uma curta e constante pergunta dos filhos: “Por que?”, a qual é continuamente repetida. Entretanto, cada resposta que tentam dar gera uma outra pergunta: “Mas, por que?” Todas as crianças pequenas reconhecem que deve haver uma razão para tudo.
A insistência do “por que?” reflete uma busca instintiva para uma resposta definitiva, além da qual não existam mais perguntas. Para alguns essa curiosidade natural se inicia com a busca de Deus, Aquele que prometeu: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jeremias 29:13). Mais que freqüentemente, porém, essa busca não é de todo o coração e o que deve ter começado como uma busca honesta logo se transforma num motivo sem valor (desculpa) ou coisa assim.
À medida em que os filhos crescem e o desapontamento se transforma em cinismo, muitos deles perdem o interesse por questões vitais e passam a fazer com que suas vidas girem em torno de trivialidades mundanas. A sede espiritual de Deus incrustada na alma por Aquele que “é amor” (1 João 4:8) e que criou o homem para Si mesmo, e pela espiritual “água da vida”, que somente Jesus Cristo pode dar (João 4:14; 7:37-39; Apocalipse 22:17), é confundida com a sede do corpo por uma coisa física. O que deveria ser de “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo…” (Salmos 42:2), “A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (Salmos 47:2), transforma-se em “tenho sede de dinheiro, de sexo, de prazer, de sucesso, de roupas caras e de comida deliciosa” – e o vazio espiritual vai piorando sempre.
No colégio e na universidade, os confiantes estudantes “aprendem” que não existe verdade, não existem absolutos, não existem respostas definitivas e que tudo é relativo – então qual é a finalidade de tudo? A porta para a vida eterna é estreita demais para o seu gosto (e a declaração “Provai e vede que o Senhor é bom” [Salmos 34:8] parece mística e tola), e, desse modo, eles se juntam às multidões que “entram pela porta larga, que conduz à destruição” (Mateus 7:13-14). A vida se torna, então, em vã perseguição do momentâneo prazer carnal – e muitas igrejas, tragicamente, se satisfazem nessa mortal obsessão, oferecendo prazer e diversão. Oferecem ensinos superficiais e sem contestação, a fim de atrair os jovens “para Cristo”.
Até mesmo entre os cristãos existem poucos que dão muita atenção ou se preparam seriamente para a eternidade, sim, eternidade. Qualquer obra do Espírito Santo (de convencer do pecado, da justiça e do juízo, João 16:18) que tenha sido enraizada no coração, logo é arrancada pelos “cuidados deste mundo” (Mateus 13:22), enquanto os mais velhos (com raras exceções) resvalam pelo caminho que conduz à morte. Existem, contudo, muitas pessoas não salvas, que não conseguem escapar à sóbria verificação de que esta vida passageira termina cedo demais – temendo o que existe além da mesma. Estas anseiam por respostas agradáveis às questões sérias que as assaltam, nos momentos de reflexão. Não é mais o trivial que preenche a vida diária que elas buscam, mas respostas definitivas às questões mais importantes da vida. É para essas pessoas que Pedro nos diz que devemos estar “sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que nos pedir a razão da esperança que há em nós” (1 Pedro 3:15). O Senhor tem me conduzido a muitas dessas pessoas, freqüentemente aquelas que sentam ao meu lado no avião, o motorista de táxi ou – quem sabe?
A maioria das pessoas que tem pensado seriamente sobre a vida e a morte sabe que Deus existe. Aos que estão na dúvida, podemos provar rapidamente a Sua existência (Ver a TBC de agosto, 2002). Esse fato conduz a sérias conseqüências que devem ser encaradas nesta vida. Esperar pelo após a morte é, obviamente, tarde demais, conforme Hebreus 9:27: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”.
Para os que reconhecem que o túmulo não é fim da nossa existência, Satanás oferece outros motivos, tais como a sobrevivência espiritual e a reencarnação (também facilmente refutadas na TBC de setembro 1998). É o pensamento do julgamento e castigo eterno que muitos não cristãos (e até mesmo muitos que professam ser cristãos) acham difícil de aceitar. Estreitamente relacionada está a perturbadora indagação do por que Deus permitiria o pecado e o sofrimento.
Exatamente aqui somos forçados a discordar da afirmação calvinista de que tudo que acontece – toda tragédia e maldade – é exatamente o que Deus quis, desde a eternidade. Essa crença parece justificar a queixa dos ateus: “Se o vosso Deus não pode evitar todo sofrimento e mal, ele é fraco demais para ser Deus; e se ele pode e não o faz, então é um monstro indigno de nossa confiança”.
É claro que a simples resposta é que Deus não é a causa do mal. O homem é quem é. Sim, Deus permite o mal. Existe algo melhor do que causá-lo? Obviamente existe uma enorme diferença. Somente uma explicação do terrível estado deste mundo fala diretamente à consciência e é declarado na Bíblia (e aqui novamente nos encontramos em conflito com os nossos amigos calvinistas). Deus deu ao homem o livre arbítrio, de modo que possamos voluntária e conscientemente amá-Lo e para que cada um não seja um bruto governado pelo instinto, ou pior, meros fantoches com Deus puxando os cordões.
Desse modo, a única maneira de eliminar o mal deste mundo seria eliminar a raça humana, pois, conforme Jesus falou, “… do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mateus 15:19). A triste verdade é que “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9), o que não é fácil de se admitir. Adoramos censurar os outros e uma característica da psicologia é encorajar o “nunca é culpa minha, mas dos pais, da sociedade, das circunstâncias, das decepções, etc.”. O primeiro passo para a cura é assumir a culpa voluntariamente e encarar as conseqüências.
Portanto, o homem é pecador e o pecado deve ser castigado. O que a Bíblia declara faz sentido e cada consciência sabe disso: qualquer que seja a penalidade prescrita pela lei, ela deve ser paga. Se Deus não castigasse o pecado, Ele estaria sendo conivente com o mesmo. Um dos principais problemas de nossa sociedade hodierna é a falta de punição, que resulta em abrir as portas das prisões e anular os votos matrimoniais, os quais têm perdido a significação e são quebrados com escasso sentimento de culpa ou remorso, sem receio das conseqüências e sem a mínima simpatia pelos outros, “tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Timóteo 4:2). É isso que o homem mundano tem feito e não é esse o mundo criado por Deus.
O homem foi criado à imagem de Deus para refletir o caráter divino em cada pensamento, palavra e ação. Mas ele deveria fazer isso consciente e voluntariamente, não como um robô ou um brinquedo de corda. Ele deveria ter livre arbítrio, de modo que pudesse voluntariamente e em amor satisfazer o projeto divino de sua existência.
Adão e Eva escolheram voluntariamente desobedecer a Deus, destruindo, desse modo, a maneira como Deus os havia criado e com o pecado foram “destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). Nenhuma quantidade de boas ações no futuro poderia pagar pelo pecado do passado. Pela exata definição de quem Ele é, Deus não poderia tolerar a rebelião em Seu universo. Imediatamente Ele expulsou Adão e Eva do idílico paraíso que para eles havia criado – sem deixar, contudo, de graciosa e amorosamente oferecer-lhes uma alternativa. Eles e seus descendentes poderiam ser reconciliados com Ele, em Seus termos, é claro – ou então iriam sofrer a eterna separação, não exatamente do Jardim, mas de Sua presença. A escolha eles e seus descendentes deveriam fazer.
Tendo sido criados para ter comunhão com Deus, o qual lhes havia dado a vida, sendo o Único que poderia sustá-la, a separação de Deus significava, portanto, uma sentença de morte. Deus deixou isso claro, desde o princípio. Ele dera a Adão e Eva o mandamento mais fácil que havia – fora as centenas (e talvez milhares) de árvores do jardim, eles não poderiam comer de uma apenas. É isso, apenas uma! E Deus admoestou claramente: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17). A morte não estava no fruto, porém na desobediência.
Ninguém pode participar de um jogo sem regras. Certamente não seria razoável que Deus tivesse regras em Seu universo? Sem as leis físicas o universo (se é que ele ao menos pudesse existir) seria um caos inimaginável.
Sendo o homem um ser moral, dele se exigem regras morais e permitir que estas sejam quebradas sem castigo seria gerar o caos moral. Vemos isso em menor escala nas famílias, onde pais amorosos, mas muito indulgentes, que não castigam seus filhos consistentemente, sempre que estes quebram as regras, fazem com eles se tornem rebeldes. A criança logo aprende que pode fazer o que bem desejar, arruinando depressa a vida de todos.
A própria vida nos ensina a tolice de indagar por que deveria haver castigo para o pecado. Cada um entende por que isso deve acontecer, quer admita ou não. E exatamente aqui encontramos um sério empecilho à fé de muitas pessoas. Inquestionavelmente, a Bíblia ensina que o castigo do pecado é eterno. Jesus nos admoestou claramente sobre o inferno e a este se referiu como o “inferno de fogo, o fogo que nunca se apaga” (Marcos 9:45).
Por que? É a queixa inevitável. Por que o castigo deveria ser eterno? Isso parece severo demais. Por que Deus não pode nos castigar com variados espaços de tempo, dependendo do que cada pessoa fez e em seguida perdoar-nos? Por que iria Deus sentenciar cada pessoa, até mesmo um Hitler, ao castigo eterno? Por que deveria ser eterno o lago de fogo? A resposta está em Quem Deus é e no fato de que Ele criou o homem à Sua imagem (Gênesis 1:27). Vamos considerar cuidadosamente o que isto significa.
A penalidade do pecado é a morte. Obviamente, a morte nos separa da vida. E como a vida provém de Deus, então a morte nos separa de Deus, o Doador da vida. Desse modo, não há remédio para a morte, exceto para o pecador que se torna puro e santo à vista de Deus, a fim de com Ele reconciliar-se. Ao contrário da crença católica romana de purgar os pecados nas chamas de um imaginário purgatório, nenhum castigo ao pecador poderia jamais purificá-lo do pecado.
Deus é perfeito em santidade e não pode manter comunhão com pecadores. Não é uma questão de procedimento – se é ou não uma atitude de encorajamento ao pecado. É uma questão de como Deus é e da natureza exata do Seu ser Ele não pode comprometer-se com o mal nem retroceder em Sua Palavra. Não pode? Sim, “Ele não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). E por isso a penalidade do pecado é a morte eterna – não o extermínio, mas a separação de Deus, para sempre!
O desafio voluntário a Deus não pode ser tolerado. Isso não significa severidade da parte dEle; é a inevitável conseqüência do pecado. Uma quebra nas leis morais de Deus não pode ser tolerada mais do que uma quebra nas leis físicas. A conseqüência é exigida pela natureza do próprio ato e pelo Deus que foi desafiado. A lei da gravidade não pode ser repentinamente revertida (apenas neste caso, por favor) para uma pessoa que cai do andar superior de um prédio de 50 andares, quer tenha ela caído acidentalmente, pulado ou sido empurrada.
Deus pronunciou a penalidade do pecado. Se Ele retrocedesse em Sua Palavra, como poderíamos crer em alguma coisa que Ele falou? Pela exata definição de quem Deus é, e pela natureza do pecado, a penalidade do pecado deve continuar. Mas o homem jamais teria possibilidade de pagá-la. Somente Cristo poderia fazê-lo e Ele o fez. A prova de que Ele pagou totalmente a penalidade é que Ele venceu a morte, levantando-se do túmulo. O único remédio para a morte é a ressurreição: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (João 11:25-26).
Ninguém jamais experimentou a morte em toda a sua terrível totalidade e finalidade – sua absoluta separação de Deus, o “lago de fogo”… a segunda morte (Apocalipse 20:14). Ninguém, exceto Cristo, sobre o Qual foi dito: “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.”
Não é de admirar que, quando ELe tomou o nosso lugar na cruz, para receber o julgamento de Deus, tenha gritado: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46).
O homem rico no inferno é um trágico exemplo da cegueira espiritual a respeito da morte. Ele havia passado a vida inteira tentando satisfazer a sua inata sede espiritual de Deus com riqueza e sucesso. Agora, no inferno, ele não pode escapar a esse trágico engano. Sua língua física está no túmulo, junto ao corpo morto, contudo ele imagina que ela está sendo castigada com a sede física e pede que Abraão mande a “Lázaro, que molhe na água a ponto do seu dedo e lhe refresque a língua” (Lucas 16:24). Ele havia desprezado a “água da vida”, quando esta lhe foi oferecida por Deus e agora, no inferno, nem sequer reconhecia a causa de sua sede. A vida inteira ele havia buscado satisfação para a sua sede espiritual, sede que agora vai queimar para sempre, pois a “água da vida” por ele desprezada, só está disponível, enquanto se vive – a quem a desejar (Apocalipse 22:17).
Jesus falou: “…Se alguém tem sede, venha a mim, e beba” (João 7:37). E sobre os rabinos Ele disse: “E não quereis vir a mim para terdes vida” (João 5:40). Um gole físico de água é tão delicioso como é terrível o sofrimento da sede. A água é essencial aos nossos corpos físicos. Pois o mesmo acontece com a “água da vida”. Ela é absolutamente essencial à vida da alma e do espírito. Desse modo, o “lago de fogo” será o tormento de uma sede espiritual além de toda descrição, assim como céu está além de toda a nossa imaginação [conforme Paulo diz na 1 Coríntios 2:9: “... As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam”].
A sede abrasadora, que não pode ser saciada no “lago de fogo”, jamais vai terminar, do mesmo modo como o êxtase indescritível no céu jamais terminará, por toda a eternidade: “… na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Salmos 16:11). Deus nos criou para Si mesmo, para o Seu amor, para o Seu gozo e para a Sua comunhão. Ficar separado dEle na morte é agonizar em infindável tormento, ao contrário do que os redimidos experimentam no céu.
Que possamos despertar completamente nesta vida para a verdade da nossa eterna herança, de modo que possamos amar e louvar ao Senhor como devemos, sem esperar pelo céu, a fim de fazê-lo. E que possamos ser por Ele usados para despertar muitos não salvos para irem a Cristo e poderem beber da “água da vida”, enquanto ainda podem fazê-lo.
The Berean Call News Letter, julho 2004.
Traduzida por Mary Schultze
Assinar:
Postagens (Atom)



