segunda-feira, 23 de junho de 2014

Texto: O que significa AMEM

O que significa AMEM

O Senhor Jesus é o Amém!
AMEN: firme, inamovível, confiável; verdadeiro. (Dicionário Bíblico)
"Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o
princípio da criação de Deus" (Apocalipse 3:14).
Amém, em grego, significa firme, inamovível ou confiável. A cada uma das sete igrejas, o Senhor se refere, respectivamente, ao que Ele é e ao que Ele faz, de acordo com a condição delas. Para a igreja em Laodicéia, Ele se refere a Si mesmo como o Amém. O Senhor é Aquele que é firme, inamovível e confiável, Ele é a testemunha fiel e verdadeira.
A palavra “Amém” vem da frase “EL MELECH NE EMAM – ” que significa “DEUS MEU REI É FIEL”.
Com isso percebemos que a palavra “Amém” é muito mais profunda com um sentido muito forte, pois, essa afirmação trata da fidelidade do Eterno para com Seus filhos..
Na raiz desta palavra temos a palavra “emuna – ” que significa “confiança”, ou seja, confirmar aquilo que está escrito, firmeza, fidelidade, constância.
A palavra “Amém” é um acróstico em hebraico e  é composta de três letras sendo:

A guematria é o método hermenêutico de análise das palavras bíblicas que atribui um valor numérico definido a cada letra, somente em hebraico.
Sua guematria é 91, ou seja, 1 + 40 + 50.
Quando fazemos a redução de 91 temos: 9 + 1 = 10. Este valor é equivalente na tradição judaica a keter (coroa). E ainda sabemos que este valor é o mesmo da soma de dois dos nomes do Eterno: “YHWH” = 26 e “Adonai” = 65. O número 10 corresponde também a guematria da palavra SHOFAR.
Através de Seu nome, o Eterno se manifesta a nós de duas formas: como o "YHWH - "e também como Adonai.
A palavra YHWH (tetragrama)  foi usado em Êxodo 4:14 onde Moisés questionou com o Senhor “Qual seria o Seu Nome?”. É lógico que Moisés e todo o povo de Israel sabiam o nome Dele, o que realmente eles queriam saber era como Ele iria se manifestar. Ele disse que se manifestaria como “Eu serei o que serei”, na tradução de João Ferreira como “Eu sou”. Deus estava dizendo que ele estaria se manifestando como Aquele que se torna aquilo que precisamos que Ele se torne para nós. Isso nos leva a duas conclusões: quando falamos acerca do “Amém” estamos falando sobre "receber uma coroa", pois o Eterno é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu, e sendo assim a coroa que receberemos Dele é justamente aquela da qual mais necessitamos no momento.
E também se manifesta como "Adonai” que significa "Senhor”, mostrando assim que independente de qualquer situação Ele é o Senhor de nossas vidas e a conduzirá de tal forma que o Seu Nome seja sempre glorificado!
Então o “Amém” está intimamente interligado à pessoa do Eterno em todos os sentidos e com isso esta palavra sela aquilo que está sendo dito! Podemos até mesmo afirmar que o “Amém” é uma pessoa, é a própria pessoa de Jesus (Yeshua)!
Quando alguém diz “Amém” esta afirmando “DEUS MEU REI É FIEL” com o aval de Jesus (Yeshua), que confirma e faz cumprir aquela palavra dita anteriormente. Ele mesmo proferiu a palavra “Amém”, porque Ele próprio é o “Amém” em carne. Em todas as palavras que Ele disse o termo “Em verdade”, no original em hebraico está o “Amém”.
Notamos que essa palavra é muito pouco pronunciada, tanto no Velho como no Novo Testamento, indicando que as pessoas daquela época sabiam da sua força.
A palavra “Amém” esta intimamente ligada a palavra “Louvor a Deus” e “Adoração”.
Nunca diga “Amém” sem saber o que será dito ou se você não entender o que foi dito - como, por exemplo, alguém falando numa língua estrangeira - e não diga “Amém” para qualquer coisa que está sendo dita.
Podemos revelar que a palavra “Amém” sela nos céus e na terra aquilo que é dito: “Amém” vos digo que tudo o que amarrares na terra será amarrado no céu, e tudo o que soltares na terra será solto no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai: que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". Mt 18:18-20.



É usada:
a) Para confirmação de um compromisso que se toma, como pode ser visto em I Reis 1, 36 e Jer. 11, 5; ou para a pessoa declarar que aceita a maldição ou castigo caso não cumpra o compromisso. Um exemplo frisante se encontra em Deut. 27,15-26, onde os doze versículos culminam com um enfático “amém“.
b) Como fórmula de apoio a um desejo ou uma esperança, a exemplo da oração de Davi. I Crôn. 16,36.
c) Como um título para Cristo em Apoc. 3,14. Esta é a única vez no Novo Testamento que Amém é usada como um nome próprio. Ele é aqui chamado – o Deus do Amém, porque ele é a autenticação e a segurança pessoais da verdade de Deus entre os homens.
Os comentaristas vêem nesta expressão uma influência de Isaías 65,16 que chama a Deus, como o Deus que dirá Amém. Nesta passagem de Isaías Deus é chamado duas vezes de Eloim Amém = Deus do Amém, cuja expressão também pode ser traduzida como o Deus da verdade, isto é, o Deus que garante o que promete com a verdade de suas palavras.
A identificação de Deus que diz Amém, em Isaías 65,15, com Cristo, o Amém de Apoc. 3,14 é uma prova irrecusável da divindade do nosso Salvador.
Cristo ao declarar-se como o Amém, deseja transmitir-nos a idéia de que Ele é a verdade de Deus aos homens, e que podemos crer em suas promessas. Ele é a segurança e o testemunho fiel e veraz da revelação divina.
Os salmos se dividem em 5 livros terminados assim:
a)     O primeiro em 41,13 (Amém e amém!)
b)    O segundo em 72,19 (Amém e amém!)
c)     O terceiro em 89,52  (Amém e amém!)
d)    O quarto em 106,48 (Amém! Aleluia!)
e)     O quinto evidentemente em 150, 6 (Aleluia!)
Os três primeiros livros terminam com um duplo amém; o quarto, com amém e aleluia; enquanto o quinto, apenas com a palavra aleluia.
No final dos quatro primeiros livros o amém termina uma doxologia. O salmista o usa como o reconhecimento de que as declarações feitas são seguras e válidas.
Na liturgia do povo judeu a palavra era empregada no sentido de que quem a proferia cria na mensagem e aceitava o que estava sendo exposto.
Os filhos de Israel usavam amém no final da oração como uma palavra que resumia a prece, indicando que eles a aprovavam e a tornavam sua.
Sempre pensamos no amém como uma palavra usada para concluir uma frase ou oração, mas na Bíblia, muitas vezes, ela é usada no início de uma frase para indicar que o que se segue é importante. Se o seu uso indica a importância da declaração seguinte, a sua repetição no início da sentença denota que o que será dito é muito importante e solene. Por isso Jesus começou muitas das suas afirmações desta maneira, sendo relatadas 25 no evangelho de João. Elas são traduzidas por: verdadeiramente; em verdade, em verdade ou outras expressões eqüivalentes. Confira S. João 1,51; 3, 3.
Os evangelhos sinóticos empregam a expressão “amém” 49 vezes, sendo 30 em Mateus, 13 em Marcos e 6 em Lucas. João no evangelho a usa sempre repetida 25 vezes. Nos demais livros neotestamentários ela é empregada 70 vezes.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Texto: Maior és tu, Senhor

Maior és tu, Senhor

Fonte: http://devocionaiseesbocos.wordpress.com/2011/06/28/maior-es-tu-senhor/

Maior é Aquele que está comigo do que aquele que está no mundo (1 Jo 4.). Maior é Aquele que me ama do que aqueles que me odeiam. Maior é o que me protege do que o que me ataca, maior o que sustenta do que aquele que tenta me derrubar. Maior é o verdadeiro Leão que venceu (Apocalipse 5.5) do que o falso leão que me rodeia (1 Pedro 5.8)

            Tu és Maior, Senhor, maior do que qualquer coisa que venha me afligir. Tua cura é maior que minha dor, tua força maior que o meu problema, tua paz maior do que todas as minhas preocupações. Em Ti há toda suficiência e essa suficiência está infinitamente além de todas as minhas necessidades.
            Até tua loucura é maior que minha sabedoria, até Tua fraqueza muito maior que minha força (1 Coríntios 1.25). Na verdade tão imensa é tua grandeza que sequer posso compreendê-la. Existem muitas coisas que preciso aprender a Teu respeito e dentre essas coisas, preciso aprender na prática quão grande és Tu!
            Na pequenez da minha fé eu me assusto com o tamanho dos gigantes e dos muros das terras que eu tenho que conquistar (Números 14.28). Na limitação da minha compreensão não consigo perceber que as tribulações do tempo presente nem se pode comparar com a glória que em mim será revelada (Romanos 8.18). Ignoro que até os meus inimigos sabem que a rocha deles não é como minha Rocha (Deuteronômio 32.31)
            Quão grande és Tu, Senhor, de modo que nem os céus e os céus dos céus podem te conter. Toda grandeza que vemos é apenas a orla do teu poder. Tu és poderoso para fazer as coisas infinitamente maiores do que pedimos ou pensamos, segundo o teu poder que em nós opera (Efésios 3.20). Insondáveis são os teus juízos e inescrutáveis os teus caminhos (Romanos 11.33)
            Ajuda-me a conhecer tal grandeza, a entender ao menos um pouco do teu poder para que eu saiba o Deus que tenho e sirvo e para que não fique prostrado diante de coisas tão pequenas. Para que eu não pare diante das adversidades, nem volte atrás por causa de qualquer palavra de qualquer pessoa, para que eu caminhe na confiança de que um Deus infinitamente grande caminha diante de mim e garante a minha vitória.

 Eguinaldo Helio

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Filme: O Livro de Eli






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"Os céus e a terra 
passarão, mas as minhas palavras jamais passarão". (Mateus 24:35)

"A Bíblia é indestrutível, porque Seu Autor é indestrutível". (Henry Thiessen)


Link para donwload deste filme: 

Texto: A Armadura de Deus

A Armadura de Deus



Para enfrentar nosso inimigo, o diabo, Deus nos deu uma armadura. O livro de Efésios 6:14-17 nos fala sobre essa armadura:

Efésios 6:14-17
"Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.”

Como se pode notar, não falta nada nessa armadura. Ela é completa. De fato, sendo uma armadura de Deus, as partes componentes desta armadura não tem absolutamente nada por acaso. Vamos examinar essa armadura mais detalhadamente.

1. "ter a cintura cingida com a verdade"

A primeira instrução referente à armadura de Deus é ter nossas cinturas cingidas com a verdade. Compreender o papel de um cinturão em uma armadura física nos ajudará a compreender o significado de cingir-se com a verdade na armadura de Deus. Militarmente falando o cinturão é explicado por J. M. Freeman1 como segue:

“O cinturão militar era... um cinto forte, projetado para sustentar o corpo, e ao mesmo tempo para cobrir algumas áreas do abdômen que porventura ficassem desprotegidas pela couraça. Alguns cinturões, de fato, parecem ser incorporados à couraça para que a mesma ficasse mais firme. A importância dos cinturões como parte da armadura é tanta que a preparação necessária para o combate é chamada “cingir-se”.

A função então do cinturão era manter o corpo bem firme para o combate. Passando agora da armadura física para a armadura de Deus que nos diz que temos que ter a cintura cingida com a verdade. A cintura não é nosso corpo físico, mas "os lombos do vosso entendimento" (1 Pedro 1:13). O cinturão que qualifica esta proposta é a verdade e João 17:17 nos diz: a Palavra de Deus é verdade. Em outras palavras, nãos estaremos prontos para o combate, com o cinturão apertado, se não tivermos nosso entendimento “cingido” com a verdade, a Palavra de Deus.

2. "ter o corpo vestido com a couraça da justiça2"

A segunda parte da armadura é a couraça da justiça. Conforme já mencionado no artigo “Salvo e justificado pela fé”, não se trata de nossa própria justiça, vinda de nossas boas ações. A Palavra de Deus diz que boas ações não nos fazem justos (Romanos 3:28). A justiça que a Palavra de Deus fala aqui é a justiça que recebemos no novo nascimento, quando cremos que “Jesus é o Cristo” (1 João 5:1), isto é, o Messias, o Salvador, o Filho de Deus. É esta justiça dada por Deus que é nossa couraça na armadura de Deus. Assim a função da couraça é proteger o corpo e especialmente o coração, assim também você deve colocar essa couraça – ou seja, contanto que você tenha colocado bem no fundo de seu entendimento que você é justo diante de Deus, independente de obras – você terá seu coração (a parte mais profunda de seu entendimento) guardado de tais coisas como condenação e outros males semelhantes causados pelo diabo que são resultados da ideia de autojustificação em nossa relação a Deus.

3. "Ter os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz"

A terceira parte da armadura de Deus é o calçado. Como é de nosso conhecimento, calçado é necessário para facilitar o caminhar. No caso da armadura de Deus, o calçado que devemos calçar é “a prontidão para anunciar o evangelho da paz”. Colocar esse calçado significa que estamos preparados, a qualquer momento, para irmos anunciar o evangelho da paz.
Às vezes é fácil dar a outras coisas prioridade maior do que ao evangelho. Assim, quando Deus nos chama, não escutamos porque nossas mentes estão em “outros compromissos” tais como, trabalho, família, estudos, etc. Deus não diz que você não deve trabalhar ou ter família. Todavia, você deve se assegurar que sua principal preocupação é e continuará sendo os interesses de Deus. Isto não impede que você trabalhe ou estude. O que exige é que você tenha “ouvidos” abertos a Deus para ouvir o que Deus quer de você. Você pode trabalhar ou estudar e ainda assim manter Deus e Sua palavra, e espalhar esta Palavra, o evangelho da paz, como sua primeira preocupação. É dessa maneira que, na armadura de Deus, você terá os pés calçados.

4. "sobretudo, embraçar o escudo da fé"

A quarta parte da armadura é o escudo da fé. Fé significa “Eu creio no que Deus tem dito na Bíblia” ou em uma situação específica, tem dito por meio de Seu Espírito. Abraçar o escudo da fé simplesmente significa acreditar no que Deus disse. Conhecer a palavra não é necessariamente fé. Você pode conhecer toda a Bíblia e ainda assim não acreditar. Contudo, conhecimento é um pré-requisito da fé. Sem conhecimento da palavra em que você vai acreditar? Suas ideias? Religião? Isto não tem valor algum a você. Somente acreditando no que a Palavra de Deus diz você terá proteção igual a que um escudo dá ao guerreiro.

5. "e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus "

A última parte da armadura de Deus é uma ofensiva e não é outra senão a “espada do Espírito”. O genitivo aqui usado é o mesmo da origem e significa a “espada que vem do Espírito”, isto é, a espada que vem de Deus que é o próprio Espírito. Esta espada é a palavra de Deus. E conforme Hebreus 4:12 diz: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes”. A palavra de Deus é a melhor arma ofensiva que podemos ter e a única que pode vencer o inimigo.

6. Conclusão

O diabo é um inimigo real que está ativo hoje em dia e continuará ativo até o sua total e permanente derrota, quando ele será lançado no lago de fogo (Apocalipse 20:10).
Contudo, neste meio tempo nós não estamos desprotegidos. Deus nos deu Sua armadura para que sejamos capazes de resistir ao diabo. Conforme João nos assegura:

1 João 4:4
"Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO."

Romanos 8:35-36:
"Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.”

Fome, perseguição, etc. Muitas coisas negativas! Contudo a passagem não para aí

Romanos 8:37-39 
"Mas em todas estas coisas [isto é, fome, espada, nudez etc.], somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."

Deus não prometeu que não teríamos perseguições. Todavia, mesmo na perseguição somos mais que vencedores por Ele que nos ama. A vida que Ele tem para você não é uma vida oprimida pelo diabo. Esta era a vida que tínhamos antes de acreditarmos. O que Ele tem para você é uma vida mais do que abundante. 2 Coríntios diz:

2 Coríntios 2:14
"E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento."

Deus sempre lhe fará triunfar, se buscar em Sua palavra. Contudo, uma vez mais devemos deixar claro que não significa que “dias maus” não virão; sabemos por Sua palavra que tais dias virão porque existe um inimigo. Todavia, mesmo assim, se fizer o que a palavra diz (sede sóbrios e vigilantes, revista-se da armadura de Deus resistindo ao diabo e obedecendo a Deus) Deus lhe conduzirá ao triunfo!




Notas de Rodapé
1. Veja J. M. Freeman: "Manners and Costumes of the Bible", Reprinted 1972 by Logos International, p.164
2. Para mais detalhes sobre isto, veja o artigo: “A couraça da Justiça”.

Texto: A Couraça da Justiça

A Couraça da Justiça


Falamos nos artigos "Salvo e Justificado pela Fé" e "A Bíblia e a Justiça" sobre como se tornar justo diante de Deus. Uma maior compreensão do papel da justiça é dada em Efésios 6. Lá ele fala sobre a armadura de Deus que nos foi dada para a guerra espiritual:

Efésios 6:13
“Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.”

Gostaria de destacar duas coisas neste versículo. Primeiro, a armadura é de DEUS. NÃO é uma armadura que você construiu. Pelo contrário, é uma armadura que foi construída por DEUS. Segundo, é VOCÊ que coloca essa armadura. Deus não vai colocá-la por você. Deus a fez disponível. Agora você tem que colocá-la. Essas duas coisas são importantes para a compreensão correta do verso seguinte. Lá ele afirma:

Efésios 6:14
“Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça...”

É nesta segunda parte da armadura, a couraça da justiça, na qual vamos concentrar a nossa atenção aqui. Às várias partes da armadura, como são descritas nos versículos 14-17, não foi dado um nome por acaso. Deus tem uma razão para tudo o que Ele diz. Assim, devemos perguntar-nos qual é o trabalho que um peitoral é projetado para fazer? Acredito que a maioria de nós sabe a resposta: em uma armadura a couraça protege o peito. Como você sabe, o coração, um instrumento vital para nossas vidas, está localizado no lado esquerdo do peito. Portanto, uma das tarefas mais importantes do peitoral é proteger o coração. Biblicamente, a palavra coração descreve a parte interior da mente, o ser interior de um homem. O que está em nosso coração determina o que somos.

Como Provérbios 3:23 nos diz:
"Acima de tudo guarde o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida"

A Palavra de Deus nos chama a proteger o coração mais do que qualquer outra coisa e quando ela fala no coração a referência real é a parte interior de nossas mentes. De fato, o que está no interior de nossas mentes, em nosso coração, determina "as questões da vida". Não admira, portanto, que é exatamente nessa parte onde Satanás procura lançar seus dardos. Se seus dardos conseguem penetrar o coração ou seja, o interior de nosso ser, então ele alcançou seu intento. Uma das armas que Satanás frequentemente usa para disparar seus dardos no coração dos cristãos sinceros e dedicados não é outro senão a condenação. Condenação é uma de suas melhores armas, uma vez que faz o coração, nosso interior, doente. É uma poderosa arma de Satanás para corromper a nossa comunhão com Deus. João descreve os efeitos desta doença que afeta muitos cristãos.

1 João 3:21
“Amados , se nossos corações não nos condena, temos confiança diante de Deus”

Preste muita atenção neste "se". Note também que se refere ao coração. Condenação é uma doença grave que afeta o coração, o interior de um homem. Quando há condenação em nossos corações, então não há confiança diante de Deus e se não há confiança diante de Deus, então eu realmente questiono o tipo de comunhão que somos capazes de ter com Deus. A vontade de Deus é "regozijai-vos no Senhor sempre" (Filipenses 4:4). No entanto, é impossível se alegrar Nele quando você não tem confiança diante dEle. No entanto, Satanás não vai conseguir trazer condenação em nossas vidas SE (e somente se) nós usarmos a armadura de Deus para a nossa defesa. Então, a pergunta é: qual é a peça da armadura de Deus, que protege o coração? Efésios 6:14 nos diz:

Efésios 6:14
“Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça...”

Esta peça é a "couraça da justiça". Mas que justiça é essa? Você vê, estamos acostumados a ler este versículo usando uma idéia preconcebida de justiça pelas obras. Assim, pensamos que a justiça referida nesse verso é a nossa justiça própria. Nós dizemos "se eu for bom o suficiente e fizer boas obras, então eu vou ser justo". No entanto, nos esquecemos do que a Bíblia diz ", portanto, ninguém será declarado justo diante dele [de Deus] pelas obras da lei" (Romanos 3:20). A justiça aqui não é a nossa justiça própria, mas a justiça de Deus. A armadura completa foi preparada para nós por Deus. É a "armadura de Deus". Não é uma armadura que construímos. A Palavra não diz "Faça sua armadura". Ela diz "revesti-vos de toda a armadura de Deus" (Efésios 6:11). Se a armadura é de Deus, então, de quem é a couraça da armadura? É de Deus. De quem é, portanto a justiça que é o peitoral? É a sua justiça própria adquirida através de suas boas obras? Não! A justiça é de Deus, como aliás é toda a armadura, e portanto, será cada peça em separado. Você não compõe a armadura. Você apenas se reveste dela. No caso da justiça, isto significa que você a coloca no fundo da sua mente, em seu coração, que você é justo diante de Deus pela graça ("justiça de Deus") e assim você não tenta alcançar uma posição de auto-retidão diante dEle. Isso significa que você entende que diante dele "ninguém será justificado pelas obras da lei" (Romanos 3:20) e que "todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus e são justificados gratuitamente pela sua graça" (Romanos 3:23-24). Você deve aceitar que graça é graça e obras são obras. É preciso compreender que quando a Bíblia diz graça, não significa graça com algumas obras. Como diz a Escritura: "E se é pela graça já não é pelas obras; se fosse, a graça já não seria graça" (Romanos 11:6). Então, você estará "revestido com a couraça da justiça" (Efésios 6:14). Caso contrário, você vai deixar seu coração desprotegido e se tornará vulnerável à doença da condenação. Satanás irá prendê-lo através de sua astúcia, porque você não está vestindo a armadura de Deus, mas algo que você mesmo inventou. Você está vestindo a couraça da justiça própria em vez de a couraça da justiça de Deus. No entanto, a couraça da justiça própria foi declarada defeituosa pela Palavra de Deus. Não é de admirar, portanto, que se você colocar esta "couraça”, você estará vulnerável à doença da auto-condenação causada por Satanás. Por outro lado, quando nós protegemos nossos corações com a couraça de verdade que é a justiça de Deus, então, o que as Escrituras dizem em Romanos 8:1 será cumprido em nossas vidas:

Romanos 8:1 
“Portanto não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus1.”



terça-feira, 17 de junho de 2014

Texto: Como fazer a obra de Deus?


A bíblia demonstra que somente a palavra de Deus pode executar a sua obra, pois tudo que foi criado, obras visíveis e invisíveis, existem por intermédio da palavra de Deus ( Hb 11:3 ).
Toda e qualquer obra realizada por Deus, criativa ou redentora, só pode ser executada por meio da sua palavra:
 "Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" ( Is 55:11 ).
"Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus?" ( Jo 6:28 )
Há no coração dos homens uma disposição interna em realizar algo para Deus. Deste desejo têm surgido inúmeras religiões com inúmeros serviços e sacrifícios com intuito de agradar a Deus, porém, esquecem que o serviço não torna o homem agradável a Deus.
A pergunta que persiste pelos séculos e incomoda os homens acaba ecoando também entre muitos cristãos: - Qual é a obra de Deus? Como posso executá-la?
Esta mesma pergunta foi feita pelos judeus que seguiam a Cristo quando lhes prometeu alimento que concede vida eterna “Que faremos para executarmos as obras de Deus?" ( Jo 6:28 ).
Ora, se o alimento para a vida eterna estava sendo oferecido por Cristo, sem dinheiro e sem preço, por que inquiriram sobre o que fazer para executar as obras de Deus?
Observamos neles uma grande inversão de valores. A ordem divina é que o homem coma do suor do seu rosto, e neste quesito os judeus buscavam um dádiva de Deus. Com relação a salvação, que é uma dádiva, queriam trabalhar pelo alimento celestial.
A multidão seguia a Cristo porque se fartaram com pães e peixes. Foram voluntariosos, destemidos, empreendedores e obstinados em seguir a Jesus, porém, estavam enfatuados quanto ao que estava sendo oferecido: buscavam somente sustento para o corpo.
Jesus estava ciente que o povo estava em seu encalço somente por causa dos pães e que não haviam considerado a sua pessoa, que é o pão que dá vida ao mundo. Seguiam a Cristo em busca de um milagre, pura e simplesmente, ou seja, trabalhavam por uma comida perecível.
Jesus estava oferecendo ‘comida’ que é para a vida eterna, gratuitamente, conforme o que foi anunciado por Isaias, mas não ouviram de bom grado “Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi” ( Is 55:1 -3).
Do mesmo modo que Isaias orienta os trabalhadores a não gastarem o produto do trabalho naquilo que não podia satisfazer, Jesus orienta os seus seguidores a trabalharem pela comida que permanece “Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou ( Jo 6:26 -27).
E o que é necessário ‘fazer’ para conseguir o alimento prometido? Basta ter fome e sede!  Não precisa ter dinheiro! Não depende do produto de qualquer labuta! Basta inclinar os ouvidos e ouvir que a aliança se estabelece, sendo concedidas as firmes beneficências
A Obra de Deus
Os idealizadores da pergunta: “Que faremos para executarmos as obras de Deus?"
 ( Jo 6:28 ), eram homens carnais, pois ainda não haviam crido em Cristo. Buscavam-no somente porque comeram pães e peixes a fartar, mas não estavam dispostos a considerar a doutrina de Cristo.
Jesus alertou-os para que deixassem de labutar pela comida que perece (pães e peixes), pois estavam seguindo o Mestre somente porque comeram pão a fartar. Ou seja, estas coisas seriam acrescentadas naturalmente, porém, aquele era o momento de buscar o reino dos céus e a sua justiça "Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" ( Lc 12:31 ).
Eles não compreendiam as coisas espirituais ( 1Co 2:14 ). Após uma breve análise da pergunta é possível demonstrar que estavam equivocados em quererem executar as obras de Deus.
O primeiro erro embutido na pergunta deles consiste na idéia de que é possível ao homem executar a obra de Deus. Seguiam o mesmo erro dos seus pais que foram resgatados do Egito, visto que eles também propuseram fazer a obra de Deus, como se lê: "E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos, e obedeceremos" ( Êx 24:7 ).
Uma mente carnal entende que Deus quer que o homem execute a sua obra, pois não compreendem que ao homem compete somente descansar na promessa d’Ele. Basta qualquer homem dar ouvido à palavra do Senhor para que Deus realize a sua obra, que é: “Creia naquele que ele enviou”.
Observe a resposta e como Jesus corrige o foco da pergunta dos seus inquiridores: “A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” ( Jo 8:29 ).
Jesus demonstra que:
a) a obra é de Deus, e;
b) a obra é específica, ou seja, não compete ao homem realizá-la.
A obra de Deus consiste em que os homens ‘creiam n’Aquele que Ele enviou’, o Verbo encarnado. É por isso que a palavra do Senhor é anunciada em todos os tempos, para que creiam n’Ele, pois a obra de Deus (fé) vem somente pelo ouvir, ‘... e o ouvir pela palavra de Deus’ ( Rm 10:17 ).
A bíblia demonstra que somente a palavra de Deus pode executar a sua obra, pois tudo que foi criado, obras visíveis e invisíveis, existem por intermédio da palavra de Deus ( Hb 11:3 ). Toda e qualquer obra realizada por Deus, criativa ou redentora, só pode ser executada por meio da sua palavra "Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" ( Is 55:11 ).
Quando Moisés pegou o livro da aliança e leu aos ouvidos do povo era para que confiassem em Deus, pois por intermédio da palavra de Deus teriam vida "E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem" ( Dt 8:3 ).
Quando Jesus multiplicou os cinco pães e os dois peixes, Ele tinha o fito de dar a entender ao povo que o homem não terá vida por intermédio do pão material, antes só terá vida por intermédio da palavra de Deus.
Desde Moisés o povo andava atrás de alimento para sustento do corpo físico, pois ainda não haviam compreendido que a vida que Deus quer conceder aos homens é proveniente da palavra que sai da boca do Senhor. 
Por labutarem por coisas pertinentes a esta vida o povo de Israel ficavam focados somente no que viam e não confiavam em Deus: rejeitaram ouvir a sua palavra, depois rejeitaram o Verbo encarnado "E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos" ( Ex 20:19 ). O que era para vida entenderam que lhes traria morte! Que falta de confiança! Enquanto Deus oferece vida em abundância através da sua palavra, buscavam somente alimento para sustento da carne.
Como não creram na palavra que saiu da boca de Deus, Deus enviou o seu Filho Unigênito, o Verbo de Deus encarnado para que, por intermédio d’Ele os homens obtivessem vida "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" 
( Jo 3:16 ; Jo 1:4 ).
Cristo foi enviado por Deus na condição de pão vivo para que os homens obtivessem vida ( Jo 6:51 ), e Jesus levou a efeito este objetivo, anunciando a palavra de Deus "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" ( Jo 6:38 ); "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" ( Jo 6:40 ; Jo 5:24 ).
Após a multiplicação dos pães Jesus concita os seus seguidores a deixarem de trabalhar pelo alimento que perece, antes deviam trabalhar pela comida que permanece, e que tal comida haveria de ser concedida de graça “... a qual o Filho do homem vos dará” ( Jo 6:27 ). Cristo anunciou ser o pão da vida, entregue para que os homens obtivessem vida.
Enquanto Jesus é o alimento que concede vida aos homens, o seu sustento era fazer especificamente a vontade do Pai e realizar a sua obra "Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra" ( Jo 4:34 ).
Somente Cristo pode realizar a obra de Deus! Por quê? Porque Ele é a palavra encarnada que faz o que é aprazível ao Pai ( IS 55:11 ). Jesus veio para que os homens cressem nos escritos do Pai, a obra de Deus por excelência, e para isso, anunciou aos homens as palavras de Deus: fez a sua vontade e obra "Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?" ( Jo 5:47 ); "Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida" 
( Jo 3:34 ).
Após esta análise, conclui-se que a obra de Deus é específica, e consiste em que os homens creiam no Verbo de Deus “A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” ( Jo 8:29 ).
Neste sentido profetizou Isaias, demonstrando que Deus haveria de conceder aos homens a paz, ou seja, aquela que excede a todo entendimento, uma vez que Deus haveria de realizar nos homens (em nós) todas as suas obras "SENHOR, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras" ( Fl 4:7 ; Is 26:12 ).
Deus estabeleceu a paz em Cristo. É Deus que realiza a obra redentora, pois os que crêem são obras d’Ele, ‘... feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas’ ( Ef 2:10 ).
Conclui-se através do que o apóstolo Paulo escreveu que, tanto ‘a obra de Deus’ quanto às ‘boas obras’ são proveniente de Deus, por intermédio de Cristo.
Após regenerado, compete aos cristãos andarem nas boas obras certos de que Deus já as preparou para este objetivo. Em Cristo toda a jactância é excluída! ( Rm 3:27 )
O cristão é obra de Deus conforme se lê: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" ( 2Co 5:17 ).
E como os cristãos foram criados? O apóstolo Tiago responde: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas" ( Tg 1:18 ). Deus gerou de novo os que crêem por intermédio da sua palavra, pois toda obra de Deus só existe e se sustêm pela sua palavra.
A obra de Deus decorre da sua vontade concretizada através da sua palavra! Ele assim o fez para constituir as suas novas criaturas em louvor da sua glória e graça
( Ef 1:6 e 12 ).
Qualquer que ouve a palavra da verdade, o evangelho da salvação que é poder de Deus para todos que crêem, recebe de Deus poder para ser feito filhos de Deus, deixando de ser filho de Adão ( Jo 1:12 ; Rm 1:16 ), e é selado com o Espírito Santo da promessa.
Tudo é por graça somente, pois o cristão é salvo por meio da fé (evangelho) que uma vez foi dada aos santos ( Jd 1:3 ; Ef 2:8 ). A verdade do evangelho, também denominada  fé, é dom de Deus, o que dispensa as obras e a jactância ( Ef 2:9 ).
Se alguém convocar para fazer a obra de Deus, muito cuidado, pois é bem provável que quem faz este convite não compreenda ainda qual é a obra de Deus.

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A obra de Deus
"Respondeu Jesus e lhes disse: Esta é a obra de Deus, que creiais naquele que ele enviou" (João 6:29).

A pergunta dos judeus foi: O que devemos fazer para pôr em prática as obras de Deus? E a resposta do Senhor veio em seguida. "Esta é a obra de Deus, que creiais naquele que ele enviou". Os judeus provavelmente esperavam uma resposta apoiada na lei, de como guardá-la, ou que enfatizasse certos mandamentos; no entanto, a resposta foi desconcertante. Por isso, eles pediram em seguida algum sinal para crer. Como se a fé se apoiasse no ver.
Quando Deus enviou o seu Filho ao mundo, o seu desejo era que todos olhassem para ele, porque dele tinham dado testemunho os profetas, porque ele era a Esperança de Israel. No entanto, eles não viram a ele. Desde então, o desejo do Pai não variou. Tudo o que há na Bíblia –todo o conselho de Deus– está centrado em seu Filho, e o seu desejo é que os homens olhem para ele e fiquem satisfeitos. Tal como o Pai está satisfeito. Não obstante, o homem segue colocando a ênfase nas obras, e pergunta "O que devo fazer?". O Pai diz: "Creiam no meu Filho"; mas o homem segue perguntando-se: "O que devo fazer?".
Crer é impossível para a carne, por isso o homem se sente impotente, e lança mão no que tem: a possibilidade de fazer obras para agradar a Deus. E então se esmera por realizar coisas que lhe façam merecedor do favor de Deus, mas uma e outra vez fracassa. A sua consciência nunca alcança o descanso, porque sabe que não pode agradar a Deus. Mas como é obstinado, e presunçoso, segue tentando, porque pensa que nisto, como em todas as demais coisas, ele é capaz.
Crer em Jesus Cristo é mais que crer em sua existência, e mais que crer nele como Salvador. Crer em Jesus Cristo é crer que fora dele não podemos encontrar a Deus nem agradá-lo. É crer que nele o Pai se agradou, e que não há ninguém mais em quem ele se agrade. Crer em Jesus Cristo é pôr nele toda a nossa confiança, desprezando tudo aquilo que parece digno de confiança.
Crer em Jesus Cristo é deixar qualquer outro pé de apoio e confiarmos plenamente nele. Não só os judeus necessitavam esta resposta da parte do Senhor; nós também a necessitamos. Nós também procuramos fazer as obras de Deus, e olhamos ao nosso redor quais necessidades podemos suprir, que planos podemos empreender, que coisas novas podemos implementar.
Fazer a obra de Deus é deter o curso de tudo o que estamos fazendo, e que não nos dê segurança, para esperar que Deus ponha Jesus Cristo no centro de nossa vida. Só então estaremos fazendo as obras de Deus. Se nossa atividade não parte de Jesus não poderá chegar a ele. Não podemos iniciar coisas para em seguida pedir a Deus que as abençoe; temos que esperar que ele as comece para nos assegurar-nos que são dele, e que ele as respaldará. Fazer a obra de Deus é crer de verdade em Jesus Cristo.

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