sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Texto: fragmento do livro "Aventuras na oração" de Catherine Marshall
(...)
Por que
Deus faz questão de que cheguemos ao ponto de reconhecermos nossa incapacidade
total, antes de responder nossas orações? Uma razão óbvia é que nossa
incapacidade humana é um fato. Deus é realista, e deseja que nós também o
sejamos. Enquanto estivermos nos iludindo, crendo que nossos próprios recursos
podem atender os anseios de nosso coração, estaremos crendo numa mentira. E é
impossível que nossas orações sejam respondidas se baseadas em auto-ilusão e
mentira. Então, qual é a verdade acerca da situação humana? Nenhum de nós teve
qualquer participação nas decisões relativas à nossa origem. Não escolhemos
nosso sexo, nem deliberamos se seríamos japoneses, russos ou americanos; se
seríamos brancos, negros ou amarelos. Tampouco pudemos escolher nossos ancestrais,
nem nossas características físicas. Depois que nascemos, o sistema nervoso
central, que é autômato, passou a controlar todas as nossas funções vitais. Uma
energia que não entendemos bem mantém nosso coração pulsando, os pulmões
funcionando, o sangue circulando, e a temperatura do corpo entre 36 e 37 graus
centígrados. Um cirurgião pode cortar tecidos do corpo humano, mas não pode
absolutamente forçar o organismo a religar os tecidos separados. E nós
envelhecemos automática e inexoravelmente. Auto-suficiência? Impossível! Até
mesmo o planeta onde vivemos... não tivemos parte alguma na sua criação. O
pequeno planeta Terra se acha exatamente à distância certa — cerca de 140
milhões de quilômetros — da estrela que é sua fonte de luz e calor. Se chegasse
mais perto, seríamos destruídos pela radiação solar; se se afastasse um pouco,
morreríamos por congelamento. O equilíbrio entre o nitrogênio e o oxigênio do
ar atmosférico é ajustado para a sustentação da vida; os elementos do solo e a
criação de depósitos de pedras raras — tudo isso ocorre à revelia do homem —
este homem pequenino que se mostra tão orgulhoso e às vezes esbraveja tanto
sobre a superfície da terra. Jesus fez algum comentário acerca disso tudo? Sim.
Como sempre, ele colocou o dedo no âmago da questão: "...sem mim nada
podeis fazer"(Jo 15.5), disse ele. Nada? Isto pode parecer um pouco de
exagero. Afinal de contas, o homem tem feito grandes progressos. Já conseguimos
quase eliminar algumas enfermidades, como a varíola, a peste bubônica, a
tuberculose, a poliomielite, e a maioria das doenças infecciosas infantis.
Aprendemos a controlar, em grande parte, o meio-ambiente; já enviamos homens à
lua. Como podemos considerar isto tudo como incapacidade? A maioria das pessoas
não aprecia muito essa idéia. O culto do humanismo que existe em nossos dias
levou-nos a crer que somos aptos para controlar nosso próprio destino.
Entretanto, Jesus não somente insistiu em afirmar que somos totalmente
incapazes de tudo, mas ele sublinhou essa verdade dizendo que ele também estava
sujeito a ela durante sua vida terrena: "Eu nada posso fazer de mim
mesmo", disse ele aos apóstolos (Jo 5.30). Nisto, como em tudo o mais, ele
apresentava o modelo do homem perfeito. As Escrituras nos revelam, ponto por
ponto, a verdade acerca de nossa incapacidade tanto com relação à vida
espiritual, como à vida física. Sentimos um impulso em direção a Deus. E nós
pensamos que somos nós que estamos indo em busca dele. Mas isto não é verdade.
Jesus disse o seguinte: "Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não
o trouxer."(Jo 6.44.) Desejamos ser salvos de nossos pecados e possuir a
vida eterna. E pensamos que, de algum modo, podemos obtê-la. Não. A verdade é
que "...é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef
2.8,9).E quanto às virtudes e graças de que precisamos para obtermos vitórias na
vida cristã — fé, alegria, paciência, paz de espírito, a capacidade de
amarmos as pessoas infelizes e desagradáveis — não há nada que possamos fazer
para criar em nós tais qualidades. Paulo nos diz, em Gálatas 5.22,23, que tais
coisas são dons do Espírito Santo. Não há outro meio pelo qual elas possam ser
adquiridas. "O homem não pode receber cousa alguma se do céu não lhe for
dada." (Jo 3.27.) Esta ênfase dada à nossa incapacidade também é observada
nos escritos dos autores cristãos de outras eras. Vemos, por exemplo, naquela
jóia da literatura do século XVII, no livro do Irmão Lourenço — "A Prática
da Presença de Deus". A impotência humana era o centro em torno do qual
esse irmão carmelita fazia girar seu relacionamento com Deus:
terça-feira, 5 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Texto: MAR DA GALILEIA.
MAR DA GALILEIA.
Mesmo quem não é cristão conhece a histórica caminhada de Jesus sobre as águas, o tempo em que ele viveu entre pescadores e a famosa multiplicação de pães e peixes para mais de 5 mil pessoas. O cenário dessas importantes passagens bíblicas ainda existe: o Mar da Galileia, também conhecido como Mar de Tiberíades, ou ainda Lago Kineret ou de Genesaré. É abastecido pelo rio Jordão, o mesmo no qual Jesus foi batizado por seu primo João Batista.
Ao redor dele estão importantes cidades, também palcos de célebres passagens bíblicas e berços de importantes personagens que conviveram com o próprio Redentor. Na região, pelo menos cinco apóstolos nasceram e viveram, assim como Maria Madalena. Ali também aconteceu o Sermão da Montanha. Foi nas margens do Mar da Galileia que Jesus recrutou quatro de seus 12 apóstolos entre os pescadores: Simão (rebatizado Pedro), seu irmão André e outros dois irmãos, João e Tiago. As mesmas águas foram acalmadas pelo próprio Jesus em meio a uma grande tempestade, à qual ele pôs fim. Após este episódio, chegando à margem, o Messias libertou dois possuídos, expulsando os demônios que estavam neles e mandando-os para uma manada de porcos ali próximos, que se jogaram de um barranco nas águas (leia Mateus 8:28-33) – o mesmo barranco está assinalado até hoje, visitado por muitos cristãos.
Com 166 quilômetros quadrados, o grande lago é a maior massa de água doce de Israel, com profundidade máxima de 43 metros. A 209 metros abaixo do nível do mar, é o segundo lago mais baixo do mundo, perdendo apenas para o Mar Morto (também um lago, mas de água salgada).
Se antes a pescaria era a principal atividade econômica, hoje o turismo é a principal geradora de renda local, atraindo visitantes tanto cristãos quanto judeus, além dos árabes dos países próximos.
Falando em pescaria, muitos estudiosos acreditam que os peixes que Jesus usou na multiplicação foram as famosas tilápias, hoje presentes em várias culturas ao redor do mundo pela facilidade de criação em cativeiro. Por isso encontramos, mesmo em supermercados brasileiros, os hoje bastante comuns filés de St. Peter – em inglês, Peter equivale a Pedro, em alusão ao apóstolo “pescador de homens”. O St. Peter – tilápia vermelha – é muito apreciado por ter sabor e cheiro leves e ser muito versátil em diferentes receitas.
Na cidade de Ginosar, originada de um antigo kibutz (fazenda comunitária), está um barco do século 1 como os usados na época de Cristo. Descoberto em 1986 na lama do fundo do lago, bem próximo à margem, hoje está exposto no Museu Beit Yigal Allon.
Mais um exílio
No ano 135, Roma dominava Jerusalém. Os judeus se revoltaram contra o domínio dos Césares na famosa revolta de Bar Cosiba. O resultado não foi agradável para os revoltosos: foram expulsos de Jerusalém, centro religioso e histórico de sua cultura, e transferiram-se para a região do Mar da Galileia.
Ao longo dos séculos, com as constantes invasões árabes e a longa ocupação turco-otomana na região (que perdurou até o final da Primeira Guerra Mundial, no século passado), a Galileia com características dos tempos da Bíblia foi quase toda destruída, e hoje restam apenas ruínas das outrora importantes cidades, atualmente pontos de turismo histórico.
Harpa
Em hebraico o lago é chamado de Kineret, que significa harpa, devido ao seu formato. Os israelenses, conscientes da importância do lago para eles, se orgulham em preservá-lo. Um slogan muito conhecido no país é: “Ein lanu kineret acheret” (“Nós não temos outro Kineret”), enfatizando a importância de a população do país, localizado em meio a desertos, cuidar de sua maior fonte de água doce. Além da água, lá são pescados cerca de mil toneladas de peixe por ano.
sábado, 5 de outubro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
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