terça-feira, 9 de outubro de 2012

Texto: Base biblica para orar eficientemente pelos perdidos (Segmento da postagem anterior)


Capítulo 2 - Base Bíblica


Um dos meios mais poderosos de orar eficientemente envolve a apresentação a Deus de razões fortes por que nossas orações devem ser respondidas. Ele mesmo nos ordena que façamos isto, em Isaías 41:21, “Apresentai a vossa demanda diz o Senhor; trazei as vossas firme razões...”
As razões mais fortes são sempre baseadas na Bíblia, e há muitas razões relacionadas com a oração pelos perdidos. Gosto da maneira que F. J. Huegel se expressou:
“Se encontrarmos uma maneira de submeter nossos pedidos de ajuda aos grandes propósitos de Deus na proclamação do Evangelho, e na expansão do Reino de Cristo, então começaremos a orar com o espírito e o vigor de um Paulo, ou de um David Brainard, ou de um George Muller, ou de um John Hyde da Oração e com certeza seremos ouvidos e grandes coisas acontecerão” (Huegel, p. 80).
Uma das razões principais para orarmos pelos perdidos é nosso amor por eles. A oração foi descrita como “o amor de joelhos”. Certamente, foi o amor de Deus pela humanidade que levou Jesus à cruz; foi o amor por seus cinco irmãos que compeliu o homem rico no inferno a orar por eles “a fim de que não venham também para este lugar de tormento” (Lucas 16:27,28); e o amor nos levará ao lugar de intercessão.
A histórica Pacific Garden Mission em Chicago tem sido poderosamente usada por Deus para resgatar centenas de vidas que perambulam no precipício do inferno. E não me surpreendo que a placa de neon de 6 metros onde está escrito “PACIFIC GARDEN MISSION” tenha incluído o lembrete AS ORAÇÕES DAS MÃES SEGUIRAM VOCÊ. Apenas a eternidade revelará o incrível número de vidas que foram salvas através das lágrimas e das orações do amor de uma mãe! De fato, o amor é nosso maior trunfo na salvação das vidas.
A é outra base bíblica para orarmos pelos perdidos. Disse Jesus, “Tudo é possível ao que crê” (Marcos 9:23). Todas as coisas certamente incluem a salvação das vidas. Se você crer que Deus é poderoso para salvar alguém, então você verá essa salvação. Quatro homens trouxeram um amigo paralítico até Jesus e, vendo-lhes a fé, Ele disse, “Filho, perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2:5). Embora eles o houvessem trazido para ser curado, ele também recebeu o perdão dos pecados. Esta é uma demonstração maravilhosa do poder da fé. De fato, a fé é a moeda do reino. Uma das minhas razões preferidas para orar pelos perdidos é o incrível poder que a Bíblia atribui à oração. De acordo com Tiago 5:16, “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” Não podemos sequer começar a entender quão incrivelmente poderosa a oração realmente é, pois ela exerce a mais potente influência sobre todo o universo. “A oração é o trabalho de uma ordem tão sublime que ela está além da imaginação do ser humano. Pois, quando o cristão ora, sua capacidade de atingir o bem e seu poder de fazer o bem são multiplicados por mil, sim, por cem mil vezes. Isto não é exagero, a razão sendo que, quando o homem ora, Deus trabalha” (Huegel, p. 10).
Quando a bomba atômica foi jogada no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 92.000 pessoas foram mortas. Mas quando a Assíria cercou Jerusalém, fazendo o Rei Ezequias clamar a Deus em favor de seu povo, Deus enviou um anjo que matou 185.000 soldados assírios em uma noite (2 Reis 19:35). O poder da oração de Ezequias foi duas vezes mais explosivo do que a bomba atômica! Se a oração é uficientemente forte para destruir exércitos, quão mais poderosa será para salvar vidas! Se não tivéssemos base bíblica para orar pelos perdidos a não ser o fato de que Deus espera que o façamos, isso já seria suficiente. Deus ficou “perplexo” quando não conseguiu encontrar um único intercessor por Israel (Isaías 59:16). Isto me diz que Ele estava esperando encontrar alguns. Veja os comentários de Andrew Murray sobre Deus em busca de intercessores: “Ele sempre tinha que buscar e sofrer por não haver intercessores, ninguém para se animar e alcançar a força d’Ele. E Ele ainda espera e estranha, em nossos dias, que não haja mais intercessores, que nem todos os Seus filhos se dão a este trabalho que é o mais alto e o mais santo, e que muitos dos que intercedem não o fazem com maior intensidade e persistência. Ele estranha ver que ministros de Seu evangelho reclamam que suas obrigações não lhes permitem encontrar tempo para aquilo que Ele tem como o principal, o maior, o mais prazeroso, e mais eficiente trabalho” (Murray, p. 114).
Deus colocou a oração pelos outros como a prioridade número um em nossa vida. Ouça o clamor do coração de Deus,
“Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:1-4).
A palavra grega para ‘antes de tudo’ é “próton” e é definida no dicionário de Strong como sendo o primeiro ou o principal quanto a tempo, lugar, ordem, ou importância. Como Deus deseja que todos os homens sejam salvos, e como ninguém pode ser salvo sem oração, é de se estranhar que a oração esteja no topo da lista das coisas que Deus quer que façamos? Dentre os poderosos incentivos para orarmos pelos perdidos estão também os exemplos bíblicos. O maior exemplo de todos é o do próprio Senhor Jesus. A profecia em Isaías 53 diz que Cristo “intercedeu pelos transgressores.” Esta profecia foi literalmente cumprida quando, na cruz, Ele orou, “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). Jesus deveria ser nosso padrão constante na oração pelos outros porque Ele ainda o faz! Ele é nosso Salvador e Senhor, Rei dos reis, entronizado nos céus e mesmo assim continua a orar pelos outros até agora. Hebreus 7:25 detona a minha mente:
“Portanto, pode tambem salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
O Apóstolo Paulo é um outro bom exemplo para seguirmos: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação” é a confissão cheia de compaixão que ele faz em Romanos 10:1. Em Nascido para Batalhar, R. Arthur Mathews descreve minha oração como o “fim da busca divina para que um homem fique na brecha e interceda pelo povo destinado à destruição por seu próprio pecado e pela rejeição consciente da autoridade de Deus em sua vida natural” (Mathews, p. 104). A única pergunta a nós é: “Seguiremos o exemplo deles?” Embora haja muitas outras bases bíblicas fortes que poderíamos citar para este tipo de oração intercessória, quero mencionar apenas mais uma – Deus tornou-a nossa responsabilidade! Ser membros do “sacerdócio santo” de Deus (1 Pedro 2:5) nos faz responsáveis pelos outros porque os sacerdotes representam a terra perante os céus. Nossa tarefa primordial é ficar entre os seres humanos e Deus, pleiteando a causa deles perante Ele. Isto é exatamente o que Arão fez quando pegou o incensário e ficou entre os vivos e os mortos para estancar a praga de morte causada pelo pecado de Israel (Números 16). Sendo que todos nós que somos salvos somos sacerdotes, todos temos a responsabilidade de interceder pelos perdidos, e, se não o fizermos, eles passarão a eternidade em um lago de fogo. Que a comovente súplica de S. D. Gordon fale aos nossos corações: “Não consigo resistir à convicção – eu detesto dizer isto, eu preferiria não dizer nada se estivesse considerando os meus e os seus sentimentos. Mas não consigo resistir à convicção de que há pessoas naquele mundo baixo e perdido que estão lá porque alguém deixou de colocar sua vida em contato com Deus e orar” (Gordon, pp. 194-195). Minha oração é que você permita que essas poderosas razões bíblicas o inspirem a orar pelos perdidos como você nunca fez antes.


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Texto: "Como orar eficientemente pelos perdidos"




Extraído do livro:
"COMO ORAR EFICIENTEMENTE PELOS PERDIDOS"
 
 

“O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos...”
 (2 Coríntios 4:4)
 
 
 
Capítulo 1 - Compreendendo a Necessidade


Os perdidos não serão e, na verdade, não poderão ser salvos a menos que alguém ore por eles. Esta é uma declaração chocante que parece inacreditável até que vejamos a descrição bíblica dos perdidos como sendo: filhos do diabo (João 8:44), sob a autoridade de Satanás (Atos 28:18), a casa de um homem forte (Marcos 3:27), prisioneiros de guerra (Isaías 14:17) e cegados para o evangelho (2 Coríntios 4:3-4). Todas estas são razões assustadoras para orarmos pelos perdidos se quisermos que eles tenham alguma esperança de salvação. Mas vamos nos concentrar apenas na cegueira espiritual neste momento. 2 Coríntios 4:3-4 diz, “Mas, se o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” Esta passagem ensina claramente que Satanás cegou as mentes dos perdidos com a finalidade específica de impedir que eles compreendam o evangelho.

Lewis Sperry Chafer nos diz que “A cegueira da mente, ou o véu colocado sobre a mente, mencionada em 2 Coríntios 4:3-4, causa uma incapacidade espiritual para o descrente entender o caminho da salvação, e é imposta sobre o homem não regenerado pelo arqui-inimigo de Deus em suas tentativas de impedir o propósito de Deus na redenção. É uma condição da mente contra a qual o homem não tem nenhum poder” (Chafer, p. 57).

Um dos maiores pregadores de todos os tempos foi Charles H. Spurgeon. Veja o que ele fala ao compartilhar seu testemunho de conversão:

Confesso que fui criado em piedade, colocado em meu berço por mãos de oração, e as canções de ninar que cantavam para mim eram sobre Jesus. Eu ouvia o evangelho continuamente. Mesmo assim, quando a palavra do Senhor veio a mim com poder, era uma novidade  tão grande como se eu tivesse vivido sempre entre as tribos não alcançadas da África Central, e como se eu nunca tivesse ouvido as novas da purificação feita com o sangue que correu das veias do Salvador. Quando, pela primeira vez, eu recebi o Evangelho e minha vida foi salva, achei que eu realmente nunca o havia ouvido antes. Comecei a pensar que os pregadores que eu havia ouvido não o haviam pregado verdadeiramente. Mas, ao olhar para trás, fico inclinado a crer que eu havia ouvido o Evangelho inteiramente pregado muitas centenas de vezes antes. Esta era a diferença: Naquela época eu o ouvia como se não o ouvisse. Quando eu  realmente o ouvi, a mensagem pode não ter sido mais clara em si mesma do que havia sido em épocas anteriores, mas o poder do Espírito Santo estava presente para abrir meus ouvidos e para guiar a mensagem ao meu coração. Então eu achei que nunca havia ouvido a verdade sendo pregada antes. Agora estou persuadido que a luz brilhou freqüentemente em meus olhos, mas eu estava cego; portanto, eu achava que a luz nunca havia estado ali. A luz estava brilhando o tempo todo, mas não havia poder para recebê-la. O globo ocular da alma não estava sensível aos raios divinos” (Spurgeon, pp. 26-28).
O testemunho de Spurgeon é uma ilustração poderosa sobre quão ineficiente é o evangelho para uma mente que foi cegada para ele. Compartilhar o evangelho com aqueles por quem ninguém orou é como encorajar um cego a observar o por do sol junto com você. É um caso perdido, pois ele é cego. Ele não consegue enxergar! E, a menos que o Espírito Santo remova as vendas demoníacas e abra a mente e o coração daquele homem, ele não pode ser salvo porque as coisas de Deus são “lhe parecem loucura” (1 Coríntios 2:14). A palavra grega para loucura é “moria”, de onde deriva a palavra ‘moron’ em inglês, que significa ‘imbecil’. O dicionário da língua inglesa Webster’s define a palavra ‘moron’ como “a mais alta classificação de deficiência mental, acima de imbecil ou idiota.” Logo, uma pessoa perdida vê o evangelho como sendo uma imbecilidade, uma estupidez; mas é o “homem forte” na vida dessa pessoa que lhe causa essa atitude negativa em relação ao evangelho. Tentar compartilhar o evangelho com alguém nessa condição (que inclui todos os perdidos por quem ninguém está orando), pode até fazer mais mal do que bem. Jessie Penn-Lewis diz, “Enquanto não reconhecermos o homem forte ‘totalmente armado’ por detrás de todas as trevas do pensamento, e de toda cegueira para o evangelho, talvez não consigamos muito no que se refere a tirar as pessoas do poder das trevas para dentro do reino do amado filho de Deus. E, enquanto não soubermos como prestar bastante atenção à admoestação do Senhor e primeiro atarmos o homem forte, as tentativas que fizermos para ‘espoliar-lhe os bens’ apenas o deixarão mais enraivecido, e o habilitarão a fortalecer sua armadura e a guardar seu palácio em paz” (Penn-Lewis, pp. 42-43).
Assim que entendermos a importância de orar pelas vidas a serem salvas, devemos aprender como fazê-lo. Na edição da Revista Fullness de Janeiro de 1979, Manley Beasley escreveu um artigo intitulado “Como orar pelos perdidos”. Esta foi a afirmação de introdução: “Orar pelos perdidos é uma área sobre a qual muito se fala mas pouco se conhece ou se entende.” É como tentar abrir um cofre trancado sem conhecer a combinação; não importa quão valioso seja o conteúdo, nós acabaremos frustrados e desistiremos. Mas as vidas eternas por quem Cristo morreu são valiosas demais para desistirmos. Portanto, devemos aprender como orar eficientemente por elas. A propósito, pode ser que a sua oração esteja mantendo alguém fora do inferno. O famoso reavivalista Charles G. Finney disse, “No caso de um amigo impenitente, a condição exata pela qual ele deve ser salvo do inferno pode ser o fervor e a importunação da oração que você faz por aquele indivíduo” (Finney, p. 54).
Jesus fazia apenas o que Ele via o Pai fazer (João 5:19). Da mesma forma, devemos fazer apenas o que vemos o Senhor fazer. E o que Ele está fazendo? Jesus vive sempre para interceder por nós (Hebreus 7:25). Cometemos um grave erro ao rotularmos alguns cristãos como intercessores. Isso tende a sugerir que o restante de nós está livre da responsabilidade – NÃO ESTÁ!!! Todos devemos fazer o que vemos nosso Senhor fazer – orar pelos outros. Portanto, vamos aprender como orar eficientemente pelos perdidos e vamos nos unir ao nosso Senhor fazendo o que é o principal.
 
 
 
-Lee E. Thomas-
(Traduzido por Cleide Camargo, D. Div.)


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