sexta-feira, 13 de junho de 2014

Texto: Biografia Watchman Nee

Watchman Nee

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 7: Nee To-Sheng (1903-1972), também conhecido como Watchman Nee, foi um chinês Escritor; Conferencista; Erudito; Biblicista; Eclesiologista; Localista; MonergistaDispensacionalista; MestreAdenominacional; e Líder Restauracionista, reconhecido como uma das principais lideranças cristãs surgidas na China. Os seus escritos exercem influências em pastores e líderes cristãos no mundo inteiro e alavancaram oMovimento Restauração do Senhor.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Nee To-sheng
Watchman Nee.
(1903-1972)
Nee Shu-Tsu [Watchman Nee] nasceu em 1903 na China, e aos 17 anos de idade estudou noTrinity College.

Deus utilizou fortemente o ministério de uma evangelista chinesa - Dora Yu - para a sua conversão ao Protestantismo e para o seu aperfeiçoamento e edificação cristã.

Ele foi alcançado para o Evangelho de Cristo quando estava na cidade de Fuchow, na China. Depois de sua conversão, Nee Shu-Tsu [Watchman Nee] alterou o seu nome para Nee To-Sheng, pois existia entre os chineses de sua região o costume de trocar o nome sempre que acontecia um evento especial ou algo marcante em suas vidas. No caso do irmão Watchman Nee o evento especial foi a sua conversão ao Cristianismo.

Nee To-sheng
Watchman Nee.
(1903-1972)
Utilizou o nome em inglês "Watchman" (Sentinela) com o correspondente em chinês "To-Sheng" que significa "alarme de sentinela", pois considerava-se uma sentinela levantada por Deus para soar um alarme na noite escura chinesa. No ocidente, ficou mais conhecido como Watchman Nee.

Watchman Nee "recebeu profunda visão espiritual do propósito eterno de Deus e de Seu mover nos últimos tempos. Seu abundante ministério, por cerca de 30 anos, é reconhecido por todo o mundo como um símbolo de total fidelidade a Deus".

Watchman Nee
Watchman Nee.
(1903-1972)


Watchman Nee [Nee To-Sheng] é reconhecido como um dos principais líderes cristãos surgidos na China. Os seus ensinos iniciaram o movimento "Restauração do Senhor". "Suas palavras e obras têm sido usadas por Deus para trazer revelação e vida a milhares de cristãos sedentos em muitas partes do mundo, de tal maneira que dificilmente se encontrará um líder espiritual sério com Deus e com Sua Palavra que não tenha sido, de alguma forma, influenciado por seus livros".


Dora Yu
Dora Yu.
(1873-1931)
DORA YU

Entre os evangelistas que o Senhor levantou na China, havia uma jovem irmã cujo nome em inglês era Dora Yu e, em chinês, Yu Tzu-tu. Ela foi salva ainda bem jovem e, mais tarde, enviada por sua família à Inglaterra para estudar medicina. A caminho da Inglaterra, seu navio aportou em Marselha, no sul da França. Naquele momento, ela ganhou um pesado encargo e disse ao capitão que não poderia continuar a viagem e que teria de voltar para pregar o evangelho de Cristo. O capitão ficou perplexo, mas nada pôde fazer a não ser enviá-la de volta para a casa.
Ela saiu de casa, peregrinando pelas ruas e pregando o Senhor Jesus. Ninguém a assalariou. Ela simplesmente confiava no Senhor. Por meios supridos pelo Senhor, ela alugou uma loja num subúrbio de Xangai para a pregação do evangelho. A partir de então, foi convidada pelas denominações para realizar muitas reuniões de pregação do evangelho. Ela viajou extensivamente por muitas províncias fazendo a obra do evangelho, e tornou-se uma testemunha prevalecente para o Senhor. Ela continuou a pregar pelo resto de sua vida, levando centenas de pessoas ao Senhor [Jesus Cristo].
Em fevereiro de 1920, Dora Yu foi convidada para ir a Fuchow, capital da província de Fukien, onde pregou o evangelho num auditório metodista. Sua pregação foi tão convincente e cheia de poder que, depois de cada reunião, podiam-se encontrar fileiras de lágrimas no piso, devido ao choro da audiência. Muitos foram salvos. Entre os convertidos estava uma senhora chinesa muito culta, a mãe de Watchman Nee.

Assim começou a obra do Espírito Santo em Watchman Nee, ou seja, Deus começou trabalhando em sua família.
MAO TSE-TUNG

Na primavera de 1920, a mesma estação do ano em que Watchman Nee converteu-se ao Cristianismo, um outro jovem chinês [somente dez anos mais velho que Watchman] estava concluindo sua conversão ao evangelho de Karl MarxMao Tse-tung, nascido numa família camponesa, havia participado poucos anos antes da Revolução do Povo. Ele tinha feito sua parte ajudando a defenestrar a Dinastia Imperial que havia controlado a China por séculos.
Assim como Mao procurava um mentor que pudesse ensinar-lhe a ideologia Marxista, o adolescente Watchman estava na busca de um guia que o instruísse nas questões da religiosidade. Mao Tse-tung procurou uma conexão política, que o ajudasse a prepará-lo para que um dia ascendesse à liderança do Partido Comunista da China. Watchman Nee orou a Deus para que lhe fosse enviado um crente maduro, que pudesse ensiná-lo acerca das profundas verdades da Palavra de Deus.
Mao encontrou um Ateísta militante, Chen Tu-hsiu, que mais tarde comandaria a perseguição aos cristãos, na condição de secretário geral do Partido Comunista. Juntos eles governariam a China com mão de ferro. Watchman encontrou uma Anglicana e missionária, Margaret Barber, e juntos, assentaram os alicerces da igreja cristã na China.

Margaret E. Barber
Margaret E. Barber.
(1866-1929)
MARGARET E. BARBER

Além da forte influência recebida através do ministério de Dora Yu em sua Escola BíblicaWatchman Neetambém foi ajudado e edificado pela senhoritaBarber, uma missionária Anglicana que fora enviada para Fukien, na China.

Antes disso, a senhorita Barber entrou em contato com D.M. Pantom. O Sr. Pantom era um grande estudioso da Palavra e através do seu relacionamento ministerial com ele, Margaret Barber alcançou muita clareza espiritual. A missionária Margaret Barberconhecia o Senhor de maneira viva, pois O havia experimentado e praticava continuamente as lições da cruz. Viveu pela fé, pois não tinha qualquer meio externo de apoio financeiro.

"Por seu relacionamento com a senhorita BarberWatchman Nee foi grandemente edificado e aperfeiçoado. Sempre que tinha um problema ou precisava de instrução ou fortalecimento espiritual, ia ter com ela". Ela o tratava como um jovem aprendiz e frequentemente administrava-lhe disciplina bíblica.


Watchman Nee e Austin-Sparks
Esquerda: Watchman Nee;
Direita: T. Austin-Sparks (1888-1971).
WATCHMAN NEE
E
THEODORE AUSTIN-SPARKS

T. Austin-Sparks foi um evangelista cristão inglês, enviado ainda garoto para viver na Escócia com os seus parentes. Ali recebeu e experimentou o evangelho de Cristo quando tinha aproximadamente 17 anos de idade, enquanto ouvia um grupo de jovens pregadores em Glasgow [lugar em que nasceu o Dr. Robert Kalley]. Em pouco tempo,Sparks estava dando o seu próprio testemunho.

Entre os vários livros que Austin-Sparksescreveu, no mínimo, três são considerados clássicos da literatura cristã: "A Escola de Cristo", "A centralidade e supremacia do Senhor Jesus Cristo" e "Vimos a sua Glória". O tema principal dos seus livros é a exaltação do Senhor Jesus Cristo.

Watchman Nee
Watchman Nee.
(1903-1972)
O ministério de T. Austin-Sparks alcançou a Europa, América do Norte e Ásia. Foi um importante conferencista ministrando várias conferências no Reino Unido, Estados Unidos, Suíça, Taiwan, Filipinas e outros países. Muitas das suas mensagens proferidas nessas reuniões foram gravadas e um grande número de áudio e livros estão disponíveis nos nossos dias. Ele insistiu que os seus escritos e mensagens não deveriam ser protegidos por direitos autorais, demonstrando um coração livre de ambições e avareza, por isso sua obra está disponível livremente até os dias de hoje.

Muitos dos que treinaram sob o seu ministério tornaram-se missionários e educadores cristãos. Laborou em estreita colaboração com vários líderes cristãos conhecidos no Reino Unido e em outros países: Bakht Singh da Índia;Roger Forster de Forest Hill; Stephen Kaung de Richmond, Virginia; Lance Lambert de Jerusalém, Israel; e Watchman Nee da China.

Dentre os livros de Watchman Nee, os livros de T. Austin-Sparks ocupavam os lugares mais importantes.

Bíblia
Bíblia Antiga.
MÉTODO DE LEITURA BÍBLICA

"Quase tudo o que ele aprendeu a respeito de Cristo, sobre as coisas do Espírito e sobre a história da igreja foi adquirido por intermédio do estudo da Bíblia e da leitura de livros escritos por homens espirituais".

Desde o início de sua jornada cristã, Watchman Nee estudou diligentemente a Bíblia. Vejamos os seus métodos de estudo:

1º Um estudo geral de todos os livros da Bíblia, em sequência, para adquirir uma visão global;

2º Estudo de um livro particular, tal como Gênesis, Daniel, Mateus, Romanos ou Apocalipse, para sondar as profundezas contidas naquela parte da Palavra;

3º Estudo de assuntos particulares, tais como: a superior aliança, as dispensações, a segunda vinda de Cristo, o reino e o arrebatamento, para apreender a esfera completa de certas verdades;

4º Estudo individual de palavras tais como: redenção, perdão, justificação, reconciliação, salvação, justiça e santidade, para aprender o significado básico de certas palavras cruciais;

5º Estudo de tipos, como o tabernáculo, o altar, a arca, o templo e as ofertas, para ganhar um retrato claro de Cristo, da igreja e das coisas espirituais;

6º Estudo de alegorias, como Sara e Agar (Gl 4:24), o poço de Jacó (Jo 4:12-14) e os rios de água viva (Jo 7:38), para perceber o significado de tais assuntos espirituais;

7° Estudo de parábolas, como as sete parábolas em Mateus 13, a parábola das dez virgens e a parábola dos talentos, para entender as profundezas desses mistérios;

8º Estudo de números, como o número 3, 5, 7, 8 e 12, para entender seu significado na Bíblia;

9º Estudo de profecias, tais como: as profecias a respeito de Israel, a respeito da igreja e a respeito dos gentios, para entender a verdade na Bíblia referente às eras;

10º Estudo da vida de certos personagens bíblicos, como Abraão, Davi, Daniel, Pedro e Paulo, para aprender a partir do exemplo da vida deles registrado nas Escrituras;

11º Estudo da história de Israel e da igreja, para ver como Deus administra em Seu governo;

12º Estudo de salmos e de cânticos para aprender a louvar e a orar;

13º Estudo comparativo de uma porção da Bíblia com outra similar ou não similar;

14º Estudo referindo-se ao texto original hebraico ou grego para obter o significado preciso de determinada palavra ou frase;

15º Estudo usando os escritos de outras pessoas, para receber sua ajuda, inspiração e ponto de vista equilibrado;

16º Estudo para adquirir conhecimento e receber luz da Bíblia. Ele usava um exemplar da Bíblia para fazer anotações e observações com essa finalidade;

17º Estudo para vida, visando receber o pão diário para a vida espiritual. Com tal finalidade, ele usava outra Bíblia, sem nenhuma anotação ou observação, para que pudesse receber nova luz para suprimento espiritual;

18º Estudo feito pela leitura dinâmica, para estar familiarizado com a Bíblia. Em torno dos vinte anos, ele lia o Novo Testamento inteiro cada semana, durante todo o ano, perfazendo 48 leituras aproximadamente por ano;

19º Estudo mediante uma leitura lenta para meditar em certas porções da Palavra;

20º Estudo pela memorização de certos versículos ou passagens cruciais a fim de armazenar a Palavra no coração para as necessidades constantes e momentâneas.

Livros Evangélicos
Livros Cristãos.
LEITURAS DE LIVROS ESPIRITUAIS

Watchman Nee não foi apenas um excelente estudioso da Bíblia, mas também um leitor estudioso de livros espirituais. Ele foi maravilhosamente agraciado com a capacidade de selecionar, compreender, discernir e memorizar material adequado. Ele podia facilmente captar os assuntos de um livro numa olhadela. Lendo publicações cristãs, ele não apenas foi ajudado a receber luz e vida espirituais como também se tornou conhecedor da história da igreja e do cristianismo no mundo ocidental. Por intermédio de Margaret Barber, ele se familiarizou com os livros de D.M. PantonRobert GovettG.H. PemberJessie Penn-LewisT. Austin-Sparks e outros. Ele também colecionou os escritos dos mestres entre os Irmãos Unidos, tais como John Nelson DarbyWilliam Kelly e C.H. MackintoshAlém desses, ele também reuniu os escritos de muitos outros. No início de seu ministério, ele gastava um terço da sua renda com necessidades pessoais, um terço para ajudar os outros e o terço restante para comprar livros.

Watchman Nee
Watchman Nee.
(1903-1972)
Mao Tse-tung estudava com entusiasmo MarxHegel e Nietzche. No entanto, soberanamente, um jovem chamado Watchman Nee meditava cuidadosamente sobre as vidas de John BunyanAndrew Murray e sobre a Bíblia. Duas mentes jovens motivadas com sede de aprendizado, em trajetórias distintas - com o destino da China em jogo.

Dessa maneira, ele reuniu quase todos os escritos clássicos a partir do primeiro século em diante. Ele adquiriu uma coleção de mais de três mil dos melhores livros cristãos, que incluíam livros sobre a história da igreja, biografias e autobiografias de cristãos proeminentes e as mensagens centrais e comentários de escritores espirituais. Aos vinte e três anos, seu quarto estava quase totalmente cheio de livros. Havia livros no chão e uma fileira de livros de cada lado de sua cama, deixando apenas um espaço estreito no meio para deitar-se.
Watchman Nee
Watchman Nee.
(1903-1972)
"Nunca encontrei um servo do Senhor tão equilibrado como o irmão Watchman Nee. Ele é rico em vida e também rico em conhecimento. Ele conhece e ama o Senhor e também conhece e ama a Bíblia. Ele conhece  a Cristo e também conhece a igreja. Ele é por Cristo e também é pela igreja. Portanto, seu ministério tem sido sempre equilibrado por dois aspectos: o espiritual e o prático. (...). As mensagens sob o ponto de vista espiritual estão principalmente relacionadas com a questão da vida espiritual, enquanto as do ponto de vista prático estão totalmente relacionadas com a prática da vida da igreja, isto é, a maneira de ser praticada a vida da igreja. (...). O irmão Nee, contudo, é adequadamente equilibrado nessas duas questões. Ele não apenas tem o comissionamento da vida espiritual, mas também tem o encargo da prática da vida da igreja. Ele tem uma visão clara de ambos, e ele é fiel ao Senhor pela vida espiritual e também honesto ao Seu povo em relação à prática da vida da igreja. (...). Alguns acham que a cidade como base é algo do ensinamento dos Irmãos Unidos, e que adotamos este tipo de ensinamento deles. Na verdade, os Irmãos Unidos nunca viram a base da cidade e nunca usaram o termo "a base da unidade". (...). A cidade como base não foi descoberta por nós até 1937, e isto por intermédio do irmãoNee. Mesmo em 1934 o irmão Nee só havia descoberto o limite de uma igreja, o qual é o limite da cidade dentro da qual a igreja está situada. (...). Finalmente, ele descobriu que o Novo Testamento revela claramente que o limite de uma igreja é o limite da cidade, na qual está a igreja. Imediatamente após sua nova descoberta, o irmão Nee deu uma série de mensagens sobre este assunto (...). Estou relatando um pouco da história, apenas para deixar claro que a cidade como base é uma nova descoberta, é outro item darestauração do Senhor nos últimos dias, por intermédio do irmãoNee, e não algo da restauração por meio dos Irmãos Unidos. (...).Witness Lee.

China Comunista
China Comunista.
SEUS ÚLTIMOS ANOS

No verão de 1966, na mesma época em que os Beatles faziam sucesso na Europa com "Sergeant Pepper", o pastor Martin Luther King Jr.marchava pelas ruas de Chicagoreivindicando liberdade irrestrita para os negros em todo os Estados Unidos, e no Brasil, ao ritmo da bossa nova, a ditadura militar começava sua perseguição aos intelectuais e artistas engajados; a figura esquálida de um chinês jazia encolhida no chão frio e úmido, de uma cela de apenas 1,35m x 2,85m, infestada de ratos, localizada nos subúrbios de Shanghai. Após quatorze anos de sofrimentos e as mais cruéis tentativas de dissuadi-lo a parar de pregar e ensinar sobre Jesus Cristo,Watchman Nee estava com o corpo todo fraturado, pesava menos de 37 quilos, apesar de seus 1,80m de altura, mas sua alma estava forte, sadia e exultante. Ainda podia balbuciar hinos e trechos bíblicos que proliferavam em sua memória, desde que lhe arrancaram seu querido exemplar da Bíblia, ao chegar à prisão.

"Watchman Nee foi vítima de toda espécie de ardis, traições e calúnias. Entretanto, em seus anos de silêncio e após sua morte, tem levado milhões de pessoas ao conhecimento de Jesus".

No ano de 1972, o irmão Nee entrou no regozijo eterno. Ele deixou um pedaço de papel debaixo do seu travesseiro na prisão com várias linhas de palavras grandes escritas com uma mão trêmula. Ele queria testificar a verdade que ele havia experimentado por toda a sua vida, até mesmo na hora da sua morte. Esta verdade é - "Cristo é o Filho de Deus que morreu pela redenção dos pecadores e ressuscitou depois de três dias. Esta é a maior verdade do universo. Eu morro por causa da minha crença em Cristo - Watchman Nee".

FONTE:

Livro: Watchman Nee - Um homem de Deus.
Autor: Charles W. Hiang.
Editora: Abba Press. (Brasil).
Páginas: 176.

Livro: Biografia de Watchman Nee - O testemunho de um homem que viu a revelação divina nesta era.
Autor: Witness Lee, 1905-1997.
Editora: Árvore da Vida. (Brasil).
Páginas: 350.

Livro: A Ortodoxia da Igreja.
Autor: Watchman Nee.
Editora: Árvore da Vida. (Brasil).
Páginas: 110.

Livro: Não ameis o Mundo.
Autor: Watchman Nee.
Editora: Dos Clássicos. (Brasil).
Páginas: 142.

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Textos diversos.

COPIEI de:

terça-feira, 10 de junho de 2014

Texto: A Autobiografia de George Müller + Filme: "George Müller: O Ladrão das Ruas Cruéis"

A Autobiografia de George Müller

Baixe gratuitamente os primeiros capítulos desta obra!



Sobre este livro


Escrita há mais de um século, o alvo de G.Müller nesta autobiografia foi mostrar ao mundo e à Igreja que Deus está pronto para ajudar, consolar e responder às orações daqueles que confiam n'Ele. Desse modo não é necessário seguir os caminhos do mundo, porque Deus é poderoso, e em Cristo Ele irá suprir todas as necessidades do Seu povo no cumprimento de Seu serviço.

Sobre o autor

George Müller (1805-1898) foi considerado um homem extraordinário por sua coragem, sua fé, e consagração ao Senhor. Ao contrário de meramente dizer que confiava, George Müller experimentou um viver cotidiano de dependência exclusiva de Deus. Estabeleceu e ajudou escolas, construiu e administrou orfanatos contando unicamente com a provisão e a orientação do Pai Celestial. Ele tinha para si a compreensão de que ninguém deveria saber de suas necessidades, a não ser o Pai celestial. Sua intimidade com Deus era tamanha, que ele pôde afirmar categoricamente: "Se desta vez o Senhor não ouvir a minha oração, então será a primeira vez!".






Filme: George Müller: O Ladrão das Ruas Cruéis





Documentário sobre um grande homem restaurado pelo amor de Deus para fazer diferença na vida de milhares de pessoas, principalmente de crianças de ruas. Seu testemunho de fé é uma lição não somente para os cristãos, mas também um testemunho aos não-cristãos.

Link para assistir o filme legendado:















Texto: Estudo baseado no livro “ A Prática da Presença de Deus “ do Irmão Lourenço.

HABITANDO NA PRESENÇA DE DEUS 

Estudo baseado no livro “ A Prática da Presença de Deus “ com Irmão Lourenço.  


Cultivar a presença de Deus no nosso dia a dia tem um custo que começa pela consagração. Consagração conduz à intimidade. Uma vez que você consegue enxergar Deus como seu Pai, um Pai amoroso, cheio de ternura é deleitoso permanecer em Sua presença.
A sua vida passa a ser cheia de liberdade e regozijo. Levando todas as coisas - até mesmo seus pecados - ao Seu conhecimento, mostrando ao Senhor a sua total dependência, e através desta comunhão um laço forte de amor vai se formando entre você e o Senhor.
É muito importante nesse relacionamento que você tenha consciência de que precisa constantemente de Jesus, pois somente através dEle é possível chegar a presença do Pai.
Reconhecer como Paulo (Rm 7.24) e sempre dar graças à Deus por Cristo Jesus. O homem de Rm 7 vive pela sua vontade. Confia na sua vontade para agradar a Deus.
Reconheça que por você isto é impossível: “Senhor eu não posso, mas Tu podes em mim.”
Para cultivar a presença de Deus diariamente é muito importante para formar o hábito de estar continuamente conversando com Deus, dizendo a Ele tudo o que estar acontecendo. Essa prática deixa o seu coração livre e cheio de regozijo.



Hábito necessário para alcançar a presença de Deus: 


1 - O hábito mais santo e necessário em nossa vida é a presença de Deus, isto significa sentir um prazer constante em Sua companhia, falar com Ele humilde e amorosamente em todas as situações, a cada momento, principalmente em tempos de tentação, tristeza, falta de fé...

2 - Criamos o hábito, conversando com Deus em pequenas orações enquanto realizamos os nossos afazeres, enquanto caminhamos, cuidamos dos filhos e marido, a medida que conversamos revelamos o nosso coração.

3 - Devemos evitar ações impetuosas que revelam um espírito desordenado. Devemos nos dirigir à Deus de uma forma gentil e amorosa.

4 - Qualquer coisa que fizermos - incluindo a leitura da Palavra - devemos interromper por um instante para louvar a Deus, adorá-lo por desfrutar Dele em secreto. O que pode agradar mais a Deus do que deixarmos temporariamente os cuidados deste mundo para adorá-Lo? Isso não significa você deixar de fazer as suas obrigações, a adoração é em espírito. Jo 4.23,24

5 - Nossa adoração deve ser feita em fé, crendo que Ele realmente vive em nosso coração e deve ser amado e servido em espírito e em verdade. Ele tem o direito de nos possuir e a tudo o que existe tanto no céu como na terra.

6 - Devemos examinar-nos cuidadosamente para ver o que temos mais necessidade, devemos anotar os pecados em que caímos com mais freqüência e as ocasiões que contribui para isso. Nessas horas de lutas com essas áreas podemos ir diante de Deus com confiança e permanecer firme em sua presença.

Ao habitar na presença de Deus estabelecemos uma comunhão tão doce com o Senhor que nosso espírito se adapta, sem muito esforço à paz de Deus. Devemos nos conscientizar de que esta conversação com Deus ocorre no mais profundo e no centro de nossa alma. É ali que falamos com Deus de coração para coração e ali habita uma paz e gozo profundo, mesmo diante de tribulações a alma pode conservar sua paz interior. 


Os meios para alcançar a presença de Deus: 

1 - É o novo nascimento, pelo sangue de Cristo.
2 - Fixar os olhos da alma em Deus. Nem sempre é fácil, mas a pessoa não deve desanimar. Apesar de ser difícil formar um hábito, quando ele é assimilado, torna-se uma fonte divina de prazer.
3 - Praticar com fidelidade a presença de Deus. Não de espaço para ansiedade ou para os problemas.
4 - Comece a prática com pequenas frases que brotam do coração, lembre-se de evitar que a mente vagueie. Volte toda a atenção ao Senhor.


As bênçãos da presença de Deus: 

A - A sua fé é mais viva e mais ativa em todos os recantos de sua vida, particularmente nas horas de dificuldade. Você clama a Deus com mais facilidade.
B - A prática da presença de Deus fortalece-nos na esperança. Nossa esperança aumenta à medida que nossa fé penetra os segredos de Deus. Descobrimos em Deus uma beleza infinitamente excelente.
C - Existe um regozijo em ter sido separada do mundo, de estar sempre com Deus . A alma inflamada desta maneira não pode mais viver, a não ser que esteja na presença do seu Deus.
D - Pela prática da presença de Deus , você se familiariza tanto com Ele que passa quase a vida toda em atos contínuos de amor, adoração, louvor ações de graça...


A facilidade de sair da presença de Deus... 

1 - Se envolvendo com coisas que não tem nada a ver com Deus.
2 - Ocupando a mente com coisas que não dá “espaço” a manter a comunhão. É como desligar uma tomada e você interrompe por instantes o relacionamento.
3 - Sente-se envergonhado por ter se “desligado” e por isso sente-se indigno de voltar à comunhão.
4 - Estar sempre desejoso de ter um relacionamento melhor com Deus, mas sempre fica na vontade.
Não perca mais tempo, não se recrimine, volte o mais rápido para o Senhor.


Dicas: 


Cultivar a presença de Deus é uma questão de disciplina e hábito nos primeiros dias. 
No meio dos afazeres do dia a dia mantenha o seu espírito ligado ao Senhor. 
Nessa experiência haverá gozo e alegria inconfundível, é algo indescritível, é um relacionamento real e vivo. 
Estar na presença de Deus não significa que teremos tudo o que queremos e na hora que desejamos. Algumas coisas realmente Ele só dá no tempo certo e outras por amor a nós Ele não dá - Tg 4.3 
Importante é aceitarmos a sua vontade se cumprir na nossa vida e ir aprendendo que Cristo satisfaz independentemente das circunstâncias. 
Que o amor pelo Senhor supera toda e qualquer situação. 
O irmão Lourenço chamava a prática da presença de Deus de o caminho mais fácil e curto para alcançar a perfeição cristã e para estar protegido do pecado. 

Prefácio
Há mais de 300 anos, em um convento na França, um homem descobriu o segredo para viver uma vida de alegria. Com a idade de dezoito anos, Nicholas Herman vislumbrou o poder e a providência Divina através de uma simples lição que recebeu da natureza. Ele passou os dezoito anos seguintes, no exército e no serviço público. Finalmente, enfrentando uma "perturbação no espírito" que freqüentemente ocorre na meia idade, entrou para um mosteiro, onde se tornou o cozinheiro e o fabricante de sandálias para sua comunidade. Porém, o mais importante, ali começou uma viagem de 30 anos que olevou a descobrir um modo simples de viver alegremente. Nos momentos difíceis comoos atuais, Nicholas Herman, conhecido como o Irmão Lourenço, descobriu e aplicou uma maneira pura e simples de andar constantemente na presença de Deus. O IrmãoLourenço era um homem gentil e de espírito alegre, evitava ser o centro das atenções,sabendo que os entretenimentos externos "estragam tudo". Logo após a sua morte foramreunidas algumas das suas cartas. Frei José de Beaufort, representante local da arquidiocese, juntou estas cartas com as memórias de quatro conversas que teve com o Irmão Lourenço, e publicou um pequeno livro intitulado
A Prática da Presença de Deus. Neste livro, Irmão Lourenço diz, simples e maravilhosamente, a forma de caminhar continuamente com Deus, com uma atitude que não nasce da cabeça, mas a partir do coração. Irmão Lourenço legou-nos um modo de vida que está disponível para todos os que buscam conhecer a paz e a presença de Deus, de modo que qualquer pessoa, independentemente da idade ou das circunstâncias que atravessem, possam praticarem em qualquer lugar e a qualquer momento. Uma das coisas agradáveis comrelação à prática da Presença de Deus, é que este é um método completo. Em quatroconversas e quinze cartas, muitas das quais foram escritas para uma freira amiga doIrmão Lourenço, encontramos uma maneira direta de viver na presença de Deus, que hoje, trezentos anos depois, continua sendo prática.

Link para acessar o livro e imprimir: 




sexta-feira, 6 de junho de 2014

Texto: Cristo, nosso exemplo de obediência (Andrew Murray)

                         Cristo sempre aceitará a fé que coloca sua confiança Nele.                                         
                                                  (Andrew Murray)                                           


Cristo, nosso exemplo de obediência (Andrew Murray)


Essas palavras também nos revelam exatamente o que é em Cristo que nos torna justos. Assim como a desobediência de Adão nos deu a natureza de pecador, a obediência de Cristo nos faz justos. Nós devemos tudo à obediência de Cristo.
Entre todos os tesouros da nossa herança em Cristo, este é um dos mais ricos. Quantas pessoas nunca o estudaram, a tal ponto de amá-lo e se deleitar nele, e assim obter dele a bênção completa!
Ao estudarmos o papel da obediência de Cristo na sua obra para nos salvar, veremos nela a verdadeira raiz da nossa redenção e saberemos dar-lhe o devido lugar no nosso coração e na nossa vida.
“…por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores.” Como foi isso?
A única coisa que Deus pediu a Adão no paraíso foi obediência. A única coisa através da qual uma criatura pode glorificar a Deus ou gozar do seu favor e sua bênção é a obediência. A única causa do poder que o pecado conseguiu no mundo e da ruína que ele desencadeou – é a desobediência. Toda a maldição do pecado que recai sobre nós é devido à desobediência a nós imputada. Todo o poder do pecado que opera em nós nada mais é que isto: que ao recebermos a natureza de Adão, herdamos também a sua desobediência e, conseqüentemente, nascemos já como “filhos da desobediência”.
É evidente que a única obra para a qual seria necessário que Cristo viesse era, precisamente, remover essa desobediência – com sua maldição, seu domínio, sua natureza e suas obras más. A desobediência é a raiz de todo pecado e miséria. O primeiro objetivo da sua obra salvadora foi cortar de vez a raiz do mal e restaurar o homem para o seu destino original: uma vida em obediência ao seu Deus.
Como Cristo Fez Isso?
Em primeiro lugar, ele o fez vindo como o segundo Adão para desfazer o que o primeiro tinha feito. O pecado nos fez acreditar que era uma humilhação sempre ter que buscar e fazer a vontade de Deus. Cristo veio para nos mostrar a nobreza, a bênção, o caráter celestial da obediência.
Quando Deus nos deu o manto de criatura para usar, não sabíamos que sua beleza, sua pureza imaculada, era a obediência a Deus. Cristo veio e vestiu aquele manto para nos mostrar como usá-lo e como, através dele, podíamos entrar na presença e glória de Deus. Cristo veio para vencer e, assim, carregar para longe nossa desobediência, substituindo-a com sua própria obediência sobre nós e em nós. O poder da obediência de Cristo seria tão universal, tão poderoso e tão profundamente arraigado quanto a desobediência de Adão – sim, e muito mais ainda!
O objetivo da vida de obediência de Cristo era triplo: (1) Como um exemplo, para mostrar-nos o que é a verdadeira obediência; (2) Como nossa garantia, satisfazendo pela sua obediência toda a exigência da justiça divina por nós; (3) Como nossa Cabeça, para preparar uma natureza nova e obediente a ser comunicada para nós.
Obediência é Salvação
Cada pessoa que quiser compreender plenamente o que é obediência deve considerar bem o seguinte: é a obediência de Cristo que é o segredo da justiça e da salvação que encontro nele. A obediência é a verdadeira essência dessa justiça: obediência é salvação. Em primeiro lugar, preciso aceitar, confiar e regozijar-me na obediência de Cristo para cobrir, engolir e aniquilar terminantemente toda minha desobediência. Essa precisa ser a base inabalável, invariável, jamais esquecida, da minha aceitação por Deus. E, depois, a obediência dele torna-se o poder de vida da nova natureza em mim – assim como a desobediência de Adão era o poder que me governava até então.
A minha sujeição à obediência é a única maneira que posso manter a minha relação com Deus e com a justiça. A obediência de Cristo à justiça é o único começo de vida para mim; minha obediência à justiça é sua única continuação. Há somente uma lei para a cabeça e para os membros. Tão certamente como a desobediência e a morte foram a lei para Adão e sua semente, a obediência e a vida o são para Cristo e sua descendência.
O único vínculo, a única marca de semelhança, entre Adão e a sua semente é a desobediência. O único elo de ligação entre Cristo e sua semente, a única marca de semelhança, é a obediência.
Examine a Obediência de Cristo
Em Cristo, essa obediência era um princípio de vidaA obediência para ele não era um ato individual de obediência de vez em quando, nem mesmo uma série de atos, mas o espírito de toda sua vida. “Eu não vim para fazer a minha vontade.” “Eis que venho para fazer a tua vontade, ó Deus.” Ele veio ao mundo com um único propósito. Ele vivia somente para fazer a vontade de Deus. O poder supremo, a força mestre de toda sua vida, era a obediência.
Ele deseja produzir o mesmo em nós. Foi isso que prometeu quando disse: “Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está no céu, este é meu irmão e irmã e mãe.”
O vínculo dentro de uma família é a vida comum compartilhada por todos e uma semelhança familiar. O elo entre Cristo e nós é que ele e nós juntos fazemos a vontade de Deus.
Em Cristo, essa obediência era uma alegria. “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus.” “Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou.”
Nossa comida é refrigério e revigoramento. O homem saudável come seu pão com alegria. Mas comida é mais do que prazer – é uma necessidade vital. Da mesma forma, fazer a vontade de Deus era a comida da qual Cristo sentia fome e sem a qual ele não podia viver. Era a única coisa que satisfazia sua fome, que o refrescava, o fortalecia e o tornava feliz.
Em Cristo, essa obediência levava a uma espera pela vontade de DeusDeus não revelou toda a sua vontade a Cristo de uma só vez e, sim, dia a dia, de acordo com as circunstâncias da ocasião. Na sua vida de obediência, havia crescimento e progresso; a lição mais difícil veio por último. Cada ato de obediência o preparava para a nova descoberta do próximo comando de Deus. Ele disse: “Tu abriste os meus ouvidos; alegro-me em fazer a tua vontade, ó Deus.”
É quando a obediência se torna a paixão da nossa vida que nossos ouvidos serão abertos pelo Espírito de Deus para aguardar os seus ensinamentos, e não nos contentaremos com nada menos que uma orientação divina para nos conduzir à vontade de Deus para nós.
Em Cristo, essa obediência foi até a morteQuando ele disse: “Eu não vim para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”, ele estava pronto para ir às últimas conseqüências para negar a sua própria vontade e fazer a vontade do Pai. Ele não estava brincando. “Em nada a minha vontade; a todo custo a vontade de Deus.”
Esta é a obediência para a qual ele nos convida e nos capacita. Essa entrega de coração à obediência em tudo é a única verdadeira obediência, a única força capaz de nos levar à vitória. Quem dera que os cristãos compreendessem que nada menos do que isso é o que traz alegria e força para a alma!
Em Cristo, essa obediência nascia da mais profunda humildade. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que esvaziou-se a si mesmo… que tomou a forma de servo… que humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte.”
Ao homem que está disposto a se esvaziar por completo, a se tornar e a viver como servo, “um servo obediente”, a se humilhar profundamente diante de Deus e dos homens – é para este homem que a obediência de Jesus descortinará toda sua beleza celestial e seu poder constrangedor.
Pode ser que haja em nós uma vontade muito forte que secretamente confia em si mesmo e que falha nos seus esforços para obedecer. É quando caímos cada vez mais baixo diante de Deus em humildade, em mansidão, em paciência, em total resignação à sua vontade, dispostos a nos curvar em absoluta incapacidade e dependência dele, que nos será revelado que a única obrigação e bênção de uma criatura é obedecer a este glorioso Deus!
Em Cristo, essa obediência provinha da fé – em total dependência da força de Deus. “Eu não faço nada por mim mesmo.” “O Pai que está em mim é quem faz as obras.”
A resposta à entrega sem reservas do Filho à vontade do Pai foi a concessão ininterrupta e irrestrita pelo Pai de todo o seu poder para operar nele.
Assim também será conosco. Se aprendermos que a proporção em que desistirmos da nossa própria vontade será sempre a mesma medida da concessão do seu poder a nós, veremos que uma rendição à obediência total nada mais é que uma fé completa de que Deus haverá de operar tudo em nós.
Vamos fixar a nossa atenção em Cristo, examinando-o como servo obediente e confiando nele como nunca antes. Seja este o Cristo que recebemos e amamos, e com quem procuramos nos parecer. Como a sua justiça é a nossa esperança, deixemos que a sua obediência seja nosso único desejo. Que nossa fé nele, com sinceridade e confiança no poder sobrenatural de Deus operando em nós, aceite Cristo, o obediente, verdadeiramente como nossa vida, aquele que habita em nós.
Extraído de The School of Obedience (A Escola da Obediência), de Andrew Murray (1828-1917), ministro, missionário e autor na África do Sul.
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Baner




Texto: Trechos do livro: "Da Liberdade Cristã"- Martinho Lutero

Martim Lutero - Da Liberdade Cristã





“Para conhecermos a fundo o que seja um cristão e sabermos em que consiste a liberdade que Cristo para ele adquiriu e ofertou, de que São Paulo tanto escreve, quero frisar estas duas frases:
Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos.
Estas duas frases se encontram claramente em São Paulo I Coríntios 9.19: “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos...” e adiante em Romanos 13.8: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros.”

“Logo, a única obra e única prática dos cristãos deveriam consistir no seguinte: gravar em seu ser a palavra e Cristo, exercitar-se e fortalecer-se sem cessar nesta fé.”

“Os mandamentos nos indicam e ordenam toda classe de boas obras, mas com isso não estão já cumpridos: porque ensinam retamente, mas não auxiliam; instruem acerca do que é preciso fazer, mas não fornecem a força necessária para realizá-lo.(...) aprende o homem, então, a desprezar a sua capacidade e buscar em outra parte auxílio necessário para poder livrar-se da cobiça e cumprir assim o mandamento com ajuda alheia, porque com esforço próprio lhe é impossível.”

“Significa que pela fé a palavra de Deus fará a alma santa, justa, sincera, pacífica, livre e plena de bondade, será, enfim, um verdadeiro filho de Deus, como diz João 1.12: Mas a todos que o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.
Isto esclarece porque a fé é tão potente e porque não existem boas obras que possam igualar-se a ela. Nenhuma boa obra se atém à palavra divina como a fé, nem há boa obra alguma capaz de morar na alma, unicamente a palavra divina e a fé reinam na alma. Tal como é a palavra, assim se torna a alma à semelhança do ferro que unido ao fogo se torna vermelho incandescente, como o próprio fogo. Vemos assim que a fé é suficiente ao cristão, sem que precise obra alguma para ser justo. De onde se deduz que se não há necessidade de boa obra alguma, é porque também já está desligado de todo mandamento ou lei, e se está desligado disto, será por conseguinte livre.
Eis a liberdade cristã: na fé única que não nos converte em ociosos ou maldosos, antes, em homens que não necessitam obra alguma para obter a justificação e salvação.”

“Quem seria capaz de imaginar a grandeza e a honra de um cristão? Por seu reinado ou soberania, dispõe ele de todas as coisas; por seu sacerdócio, dispõe de Deus, pois Deus obra conforme ao rogo e desejo do cristão(...). Esta honra o cristão recebe só pela fé, jamais pelas obras. Do que foi dito, percebe-se claramente que o cristão é livre de todas as coisas e soberano delas, sem que necessite, portanto, de boa obra alguma para ser justo e salvo. É a fé que dá de tudo em abundância. E se o homem fosse tão insensato de pensar em se tornar justo, livre, salvo ou cristão em virtude das boas obras, perderia sua fé e com ela tudo o mais, tal qual o cão, que trazendo um pedaço de carne na boca, vendo-se refletido na água quis apanhar a carne refletida também. Perdeu, assim, a sua carne e mais a imagem refletida na água.”

“É pois necessário pregar a Cristo de tal forma que da pregação brote em ti e em mim a fé e se mantenha conosco. Uma fé que só nasce e permanece, quando se nos prega a razão porque Cristo veio ao mundo, de que maneira poderemos nos valer dele e de seus benefícios, o que ele nos trouxe e deu. Pregar-se-á, deste modo, quando se interpreta devidamente a liberdade cristã, que recebemos de Cristo; quando se nos diz de que modo somos reis, e sacerdotes, e donos, e senhores de todas as coisas; que Deus se compraz em tudo quanto fazemos e nos atende, como venho afirmando.”

“Ainda que o homem já esteja interiormente(...) bastante justificado e de posse de tudo quanto necessita(...) continua, contudo, na vida corporal e há de governar seu próprio corpo e conviver com seus semelhantes. Aí é que começam as obras.”

“Por conseguinte, o homem obriga seu corpo a não andar ocioso, mas, ao contrário, haverá de realizar muitas obras para submetê-lo. Porém, não são as obras o meio apropriado para aparecer como crente e justo diante de Deus, mas que executarão com puro e livre amor, desinteressadamente, só para agradar a Deus, buscando e olhando, unica e exclusivamente, o que agrada a Deus, à medida que se deseja cumprir sua vontade, o melhor possível.”

“Estas duas sentenças são, por conseguinte, certas: ‘As obras boas e piedosas jamais tornam o homem bom e justo, mas o homem bom e justo realiza obras boas e piedosas.’ ”

“Porque o cristão está desligado de todos os mandamentos e em uso de sua liberdade, tudo quanto faça, o fará voluntária e desinteressadamente, sem buscar nunca seu próprio proveito e sua própria salvação, mas unicamente para agradar a Deus. Pois já estará farto e santificado pela sua fé e graça divina.”

“(...) porque o homem não vive somente com e para seu próprio corpo, mas sim também com os demais homens. Esta é a razão pela qual o homem não pode prescindir das obras no trato com seus semelhantes; antes bem, há de falar e tratar com eles, ainda que ditas obras em nada contribuam para sua própria justificação e salvação. Logo, ao realizar tais obras, terá sua mira posta só em servir e ser útil aos demais, sem pensar em outra coisa que nas necessidades daqueles a cujo serviço deseja colocar-se. Este modo de obrar para os demais é a verdadeira vida do cristão, e a fé atuará com amor e satisfação, como ensina São Paulo aos Gálatas 5.6. (...) Filipenses 2.1ss (...) descreve o apóstolo simples e claramente a vida cristã, uma vida na qual todas as obras atendam ao bem do próximo, já que cada qual possui, com sua fé, tudo quanto para si mesmo precisa e ainda lhe sobram obras e vida suficientes para servir ao próximo com amor desinteressado.”

“O cristão é livre, sim, mas deverá tornar-se de bom grado servo, a fim de ajudar a seu próximo, tratando-o e obrando com ele, como Deus tem feito com ele mesmo por meio de Cristo. E o cristão fará tudo sem esperar recompensa, mas unicamente para agradar a Deus(...). Serei para com meu próximo um cristão, à maneira como Cristo foi comigo, não empreendendo mais que aquilo que meu próximo necesssite, lhe seja proveitoso, salvador; que já possuo todas as coisas em Cristo, pela minha fé.”

Eu te aconselho que, se desejas fazer em legado em benefício da igreja, ou queres orar e jejuar, não o faças pensando em teu próprio proveito, antes, ao contrário, faze-o desinteressadamente, para que os demais o desfrutem e se beneficiem com ele; se assim fizeres, será um verdadeiro cristão. Para que queres reter teus bens e boas obras, que te sobram para cuidar e dominar teu corpo, se já tens bastante com tua fé, na qual Deus te outorgou já todas as coisas? Saberás que os bens de Deus haverão de passar de uns para outros, pertencer a todos, ou seja, cada qual cuidará des eu próximo como de si mesmo.”

Deduz-se, de tudo isso, que o cristão não vive em si mesmo, mas em Cristo e o próximo. Em Cristo, pela fé, e no próximo, pelo amor. Pela fé o cristão se eleva até Deus e de Deus se curva pelo amor; mas sempre permanece em Deus e no amor divino(...) Eis aí a liberdade verdadeira, espiritual e cristã, que livra o coração de todo o pecado, mandamento e lei. É a liberdade que supera a toda outra liberdade, tal como os céus superam a terra.”

Extratos do livro: "Da Liberdade Cristã" - Editora Sinodal

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Video: Filme As Listras da Zebra

Filme As Listras da Zebra


Video: Crianças da Igreja Perseguida -


Crianças da Igreja Perseguida - Fé que permanece

As crianças de países onde há perseguição precisam crescer em coragem e sabedoria para que o evangelho permaneça, e elas não desistam de Jesus quando forem adultos e enfrentarem muitas pressões. Ore por elas! 
Envie um email para falecom@portasabertas.org.br.